Believe ❁
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Believe ❁ Capítulo 5

04| O primeiro dia de muitos!

Publicado em 15/10/2021

﹣ Esᴘᴇʀᴏ ᴅᴏ ғᴜɴᴅᴏ ᴅᴇ ᴍᴇᴜ ᴄᴏʀᴀᴄ̧ᴀ̃ᴏ ϙᴜᴇ ᴠᴏᴄᴇ̂s ɢᴏsᴛᴇᴍ!
﹣ Nᴀ̃ᴏ ʀᴇᴄᴏᴍᴇɴᴅᴀᴅᴏ ᴘᴀʀᴀ ᴍᴇɴᴏʀᴇs ᴅᴇ 12 ᴀɴᴏs.
﹣ Nᴀ̃ᴏ sᴇ ᴇsϙᴜᴇᴄ̧ᴀ ᴅᴇ ᴄᴜʀᴛɪʀ ᴇ ᴄᴏᴍᴇɴᴛᴀʀ ᴏ ϙᴜᴇ ᴀᴄʜᴏᴜ.

❝Que seu irmão fugiu. - Louise resolveu acabar com aquele silêncio de uma vez por todas. - O Danso era amigo de todos, mas depois que ele fugiu ninguém sabe aonde ele foi. Muitos alunos já tentaram fugir, mas depois os seus corpos foram encontrados em algum canto dessa vasta natureza, ou até mesmo encontrados congelados e boiando no oceano. - A loira respirou fundo. - Mas, ao contrário de todos os outros, ninguém encontrou o Danso, e muito menos o seu corpo. A Anaya era muito próxima dele...❞

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Cena 1

Passou-se alguns minutos (por volta de quase uma hora) e Louise chegou no quarto aonde eu estava. Quando Louise chegou viu apenas o travesseiro no chão e eu vestida com o uniforme, sentada na cama. Com toda a certeza.

Eu, muito provavelmente, parecia normal, meus olhos não tinham mais lágrimas, porém eles estavam com certeza roxos. Já não chorava faz um bom tempo, Louise devia ter percebido isso.

- A aula agora será de... Literatura! Pegue seu livro em seu armário. - Disse a jovem, a mesma não saiu da porta, ficou lá mesmo me esperando.

Logo eu me acocorei e abri o armário, ele abria como se fosse uma gaveta, era branco e tinha um puxador bem pequeno. Assim que eu abri acabei vendo uma pilha de livros gigantesca! Eu me assustei quando vi. E o problema não foi nem ver, e sim achar o livro de Literatura!

- O de Literatura tem o nome em sua capa. - Louise falou isso só depois de um milhão de anos. Já fazia quanto tempo que eu procurava aquele livro mesmo?

Depois disso eu consegui achar o livro rapidamente.

- Vamos? - A Loira ainda perguntou.

Rapidamente eu balancei a cabeça e logo fui até Louise. As duas saíram do quarto e se dirigiram até a sala.

O caminho foi longo, o internato era gigante.

Ele era todo trabalhado no marrom e no bege. Alunos vinham e iam sem parar, todos olhavam para o olho roxos que eu tinha. E eu tentei ao máximo não ligar os olhares. Mas era difícil. Muito difícil.

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Cena 2

Quem entrou primeiro na sala foi Louise, eu entrei logo depois. A sala de aula era até que bem grande, tinha muitas cadeiras e a maioria delas estavam ocupadas. Meninos e meninas estavam sentados, cada um fazia uma coisa diferente e um era bem diferente do outro.

Tinha alunos conversando um com o outro, outros estavam sem fazer nada, já alguns desenhavam ou escreviam algo em um papel.

Assim que eu entrei os meus olhos filtraram em apenas um garoto que lia lá no fundo da sala.
O mesmo usava uma boina (no estilo das italianas/francesas) que tapava os seus olhos pela visão que eu tinha.

Quando Louise entrou vários olhares se dirigiram a ela, todavia eles logo se foram para mim. Minha cara já não estava tão boa, mas com os olhares ela piorou.

Uma garota de cabelos cacheados sorriu meio falso para a loira que sorriu de volta, ela logo se sentou em algum lugar que estava sem ninguém. A mesma se sentou em uma das cadeiras da frente, mas não havia nenhuma perto dela para eu sentar. À única que restou foi uma lá do "fundão" que estava encostada na parede.

Eu olhei para Louise que nem ligou o meu olhar, foi logo conversar com aquela garota de cabelo cacheado.

E eu, ah, eu. Tive que aguentar os olhares de todos na sala de aula enquanto eu me dirigia até a minha cadeira. Era incrível como aqueles olhares mexiam com o meu psicológico. E também é incrível como a minha vida virou um total lixo de cabeça para baixo. Eu sou muito sortuda.

Continuando nos olhares: Não é que eu nunca recebi olhares, recebi muitos, aliás. Mas aqueles olhares me deixaram muito desconfortável. Me fizeram lembrar o tempo que eu morei na rua... E eu não gosto de lembrar desse tempo.

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Cena 3

Á tarde...

- Gostou das aulas? - Louise me perguntou e, como eu sou muito educada, fiquei calada.

Meus braços já estavam doendo faz tempo, desde de manhã estava com eles cruzados.

Meus olhos deviam continuar roxos e sem nenhuma vida, com certeza.

Eu só queria me jogar no chão e choramingar.

A animação não estava tão grande.

Louise estava me levando até o pátio da escola, aonde todos os alunos estavam neste momento. Agora seria o intervalo.
Eu olhei para o céu e vi uma linda vista. O céu estava como se fosse bege, suas nuvens eram brancas, claro, e os pássaros cantavam sem parar. O clima estava muito frio.

Definitamente a escola era linda. Existia várias plantas, flores, pássaros e muito mais no pátio. Ele era praticamente dividida em dois lugares: O primeiro era um espaço vazio e o outro vários banquinhos com mesas.

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Cena 4

Louise logo chegou perto de duas garotas que conversavam sem parar.

A primeira era loira com lindos cachos. Seu olhar era penetro e desconfiado. A mesma era a jovem de cabelos cacheados da sala de aula.

Já a segunda tinha cabelos lisos e ruivos, seu olhar era doce como mel e a mesma parecia tão ingênua.

- Oi, meninas. - Sorriu Louise.

- Olá, Louise. Nem falou com a gente na aula. Como você está? - A loira de cabelos cacheados parecia ofendida.

- Estou bem, e vocês? Eu não conversei com vocês, pois estive ocupada. - Sorriu a outra loira, e a de cabelos cacheados balançou a cabeça.

- Estava ocupada com ela? - A mesma olhou para mim dos pés até o último fio de cabelo.

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  • - É da sua conta? - Raissa que ainda estava com seus braços cruzados atrás de Louise se ofendeu profundamente com a frase da garota.
  • - Acredito que isso não importa. - Sorriu Raissa, soltando seus braços logo após.

Cena 5

A loira de cabelos cacheados apenas deu uma pequena risadinha.

- Raissa, essa é a Ilca. Ela é a minha amiga. - Louise logo cortou a conversa toda, e começou a apresentar as garotas apontando para cada. - Já essa ruivinha é a Luana, Luana Taylor. Ela é inglesa, mas viveu boa parte na Dinamarca, então não aprendeu tanto da língua materna. Ela ainda fala algumas palavras em dinamarquês, mas boa parte delas é em inglês.

- Dejligt at møde dig! - A Ruiva logo olhou para mim e falou com um grande sorriso no rosto.
- Isso significa "prazer em conhecê-la!". - Ilca logo entrou na história.
- Meninas, essa é a Raissa. Ela veio da Rússia, mas sabe falar inglês. - Louise me apresentou.

Aquilo estava começando á ser muito cansativo para mim.

- Bem-vinda. - A loira de cabelos cacheados sorriu. - Sei que é difícil sair do seu país e parar aqui, porém este lugar não é tão ruim assim. - Ela sorriu de novo, dessa vez em tom de deboche. A loira com certeza havia percebido que eu havia chorado até que demais.

A morena não ligou a provocação dela, permaneceu calada observando.

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Cena 6

- Vou tentar te apresentar o resto das pessoas. - Louise sorriu. - Começando pelos meninos. Olha, aquele é o Mattéo... - Ilca interrompeu de repente a loira.
- É meu irmão. - Indicou sem pensar duas vezes. Louise ficou meio constrangida, alias, eu cheguei a perceber que a mesma olhava para o garoto de uma forma muito estranha, todavia ela parou assim que ele a olhou.

O mesmo tinha cabelos cacheados e pretos, ele era moreno. Seu olhar era como o da irmã, parecia ambicioso. Ele conversava com outros meninos.

- Ah, aquele é o Kaio. - Louise apontou. Ele era loiro com cabelo liso. - Aquele outro é o Yuri. - O menino tinha os olhos puxadinhos, logo eu pensei que ele era japonês, ou coreano. Tinha o jeito dessa nacionalidade. O mesmo tinha cabelos pretos e lisos. Os três meninos estavam conversando em uma das mesas do outro lado.

- Bem, irei falar o nome apenas destes. Ao longo do tempo você conhece o resto dos meninos. - Louise disse por último, dando um belo sorriso. Eu retribui ele, mas logo comecei a prestar atenção no mesmo garoto que estava lendo na sala de aula. Ele estava longe de todos os garotos, e lia outro livro.

O mesmo usava a mesma boina, que, aliás, era um bege bem clarinho. Agora eu conseguia olhar ele melhor. O seu cabelo era marrom escuro, mas Raissa eu observei diretamente os seus olhos que estavam fixos no livro que lia. Seus olhos eram castanhos claros, eram brilhantes. Fazia lembrar os olhos da sua mãe, e mais ainda a linda lua que eu sempre amei admirar.

- E aquele? Quem é? - Eu perguntei, apontando para o mesmo.

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Cena 7

- O Diogo? É... ele é meio... - Ilca parecia incomodada com algo.

- Ele é lelê da cuca, ou melhor, doido, louco... - De repente Luana falou e as duas outras garotas caíram na gargalhada.

- Como falei, ela sabe dizer algumas coisas. - Louise não parava de rir.

Porém, eu não havia achado nem um pouco engraçado. Eu continuei a olhar para o garoto.

Não sei porquê, mas eu estava sentindo algo diferente nele.

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  • - Mas, porquê...?
  • - Sério? Não acredito! Como assim?

Cena 8

- É difícil de explicar, mas depois a gente te explica melhor! - Ilca tentou explicar, tentando segurar o riso.

- Ah. - Eu finalmente parei de olhar para o garoto e passei a olhar uma garota que estava sentada também longe de todos, mas diferente de Diogo ela parecia bem triste. A mesma tinha cabelo escuro e cacheado. Seus olhos pretos pareciam esconder um grande passado.

- Ela é a Anaya. - Louise parou de rir imediatamente e ficou com uma cara de seriedade de repente. As outras jovens fizeram o mesmo.

- Ela se afastou da gente depois que... - Luana foi interrompida imediatamente por Ilca.
- Depois que...? - Agora eu estava curiosa.

Um silêncio horrível se instalou por alí.

- Que seu irmão fugiu. - Louise resolveu acabar com ele de uma vez por todas. - O Danso era amigo de todos, mas depois que ele fugiu ninguém sabe aonde ele foi. Muitos alunos já tentaram fugir, mas depois foi encontrado seus corpos em algum canto dessa vasta natureza, ou seus corpos foram encontrados congelados e boiando no oceano. - A loira respirou fundo. - Mas, ao contrário de todos os outros, ninguém encontrou o Danso, e muito menos o seu corpo foi encontrado. A Anaya era muito próxima dele... - Terminou a garota, e o silêncio voltou naquele quarteto.
Dava para ver a tristeza nos olhares das garotas.

Aquele garoto deveria ser muito amigo de todas elas.

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Cena 9

- Sério! Mas é bem difícil de explicar... - Ilca ainda riu um pouquinho. - Depois você vai percebendo.

- Ah. - Eu finalmente parei de olhar para o garoto e passei a olhar uma garota que estava sentada também longe de todos, mas diferente de Diogo ela parecia bem triste. A mesma tinha cabelo escuro e cacheado. Seus olhos pretos pareciam esconder um grande passado.

- Ela é a Anaya. - Louise parou de rir imediatamente e ficou com uma cara de seriedade de repente. As outras jovens fizeram o mesmo.

- Ela se afastou da gente depois que... - Luana foi interrompida imediatamente por Ilca.
- Depois que...? - Agora eu estava curiosa.

Um silêncio horrível se instalou por alí.

- Que seu irmão fugiu. - Louise resolveu acabar com ele de uma vez por todas. - O Danso era amigo de todos, mas depois que ele fugiu ninguém sabe aonde ele foi. Muitos alunos já tentaram fugir, mas depois foi encontrado seus corpos em algum canto dessa vasta natureza, ou seus corpos foram encontrados congelados e boiando no oceano. - A loira respirou fundo. - Mas, ao contrário de todos os outros, ninguém encontrou o Danso, e muito menos o seu corpo foi encontrado. A Anaya era muito próxima dele... - Terminou a garota, e o silêncio voltou naquele quarteto.
Dava para ver a tristeza nos olhares das garotas.

Aquele garoto deveria ser muito amigo de todas elas.

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Cena 10

Foi vários minutos com um silêncio horrível.

- Meninas, eu tive uma ideia. - Ilca exclamou, muito animada.

- Diz... - Louise parecia já saber o que a jovem iria falar.

- Vamos vigiar os garotos?! - A animação da loira era mais que perceptível.

- Ah não... - As duas outras jovens falaram ao mesmo tempo.

- Já me cansei! Nem quero lembrar da jeg kyssede o Kaio! - Luana parecia revoltada.
- Ela falou "quando eu beijei o Kaio". - Cochichou Louise.

Neste momento eu fiquei surpresa.

Será que Ilca obrigava as meninas á beijarem algum garoto?

Eu nunca seria capaz de participar desse tipo de brincadeira.

- Ah, nem vem. Eu tenho certeza que você e ele amou aquele beijo! - Ilca parecia estar adorando o assunto. A mesma caiu na gargalhada outra vez. - Aquele garoto é caidinho por você... - Afirmou a loira.

- Eu não acredito não... Ele deve gostar é de você, todos os garotos gostam apenas de tu mesmo. - Logo Luana contrariou Ilca.

- Eu duvido! Né, Louise?

- Eu concordo com a Luana. - Riu a outra loira. A Ruiva e ela batem a mão depois.

- Hmm. Então vamos fazer assim... Vamos descobrir de quem o Kaio gosta, se ele gostar de mim eu beijo ele, já se ele gostar da Luana ela e ele farão um encontro. - Ilca deu vários pulinhos de alegria.

- Pode ser. - As outras duas falaram ao mesmo tempo.

- E você, Raissa. O que acha? - E eu continuava parada sem pensar em nada, apenas observando as garotas.

Com certeza eu iria falar: "Eu acho que vocês poderiam deixar os garotos em paz!", porém eu fiquei com medo do que as garotas iriam achar.

Se já não é bom viver com algumas pessoas como companhia, imagina sem ninguém.

- Acabei de chegar, então não posso opinar sobre isso. - Resmunguei, sorrindo meio falso.
- É verdade... Então vai ficar assim: Eu e a Louise vamos vigiar do lado das mesas, ou seja, do esquerdo. Já a Raissa e a Luana vão vigiar do lado direito, em alguma sala, talvez. Ok?

- Ok! - Todas falaram ao mesmo tempo, inclusive eu, que não estava gostando tanto da ideia.

Mas, pelo menos, eu iria fazer algo ao invés de ficar pensando na minha vida.

E, eu tenho certeza, que se eu pensar na minha vida, não irá dar uma coisa tão boa.

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