Believe ❁
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Believe ❁ Capítulo 6

05| Uma conversa com Anaya.

Publicado em 18/10/2021

﹣ Esᴘᴇʀᴏ ᴅᴏ ғᴜɴᴅᴏ ᴅᴇ ᴍᴇᴜ ᴄᴏʀᴀᴄ̧ᴀ̃ᴏ ϙᴜᴇ ᴠᴏᴄᴇ̂s ɢᴏsᴛᴇᴍ!
﹣ Nᴀ̃ᴏ ʀᴇᴄᴏᴍᴇɴᴅᴀᴅᴏ ᴘᴀʀᴀ ᴍᴇɴᴏʀᴇs ᴅᴇ 12 ᴀɴᴏs.
﹣ Nᴀ̃ᴏ sᴇ ᴇsϙᴜᴇᴄ̧ᴀ ᴅᴇ ᴄᴜʀᴛɪʀ ᴇ ᴄᴏᴍᴇɴᴛᴀʀ ᴏ ϙᴜᴇ ᴀᴄʜᴏᴜ.

❝Viajando nos pensamentos? - Perguntou, sem ligar o olhar que eu filtrava na mesma. ❞

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Cena 1

Eu realmente queria saber como iria entender as coisas que a Luana iria falar em dinamarquês.

- Então... - Vai começar. Por incrível que pareça a outra duplinha já tinha se retirado faz um tempo enorme, mas eu e Luana ainda estávamos alí. Isso fazia um milhão de anos! Eu não sei porquê, mas a jovem estava parada, parecia estar pensando. Isso até ela resolver tirar a minha vista do chão. - É melhor nós irmos logo para o lugar aonde vamos holde øje.
- Sorriu, enquanto me encarava esperando uma ótima resposta.

Acho que ela não deve saber que eu não falo dinamarquês. Talvez?

Eu só queria saber como a pessoa consegue misturar duas línguas.

Na minha cabeça ou você fala uma ou fala outra.

Faz sentido?

Bem, eu acho que, pela lógica, "holde øje" deve ser algo relacionado à vigiar.

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  • - Sim, sim. Aonde é que vamos mesmo?
  • - Vigiar?

Cena 2

- Errr... - Eu deveria estar com uma cara de estúpida quando falei isso. - Alí. - Ela apontou para uma porta do lado direito.

Ah, é mesmo. A loira de cabelos cacheados que eu surpreendemente me esqueci o nome tinha explicado.

- Ok. Então vamos logo? - Sussurrei cruzando os meus braços. Pelo menos eu estava fazendo algo?

Luana olhou para mim com uma cara não tão boa. Ela me entendeu?

- P-a-r-a l-á a-g-o-r-a? - Falei quase gritando apontando para a porta. Luana pareceu continuar sem entender, mas balançou a cabeça e cruzou os braços. Logo em seguida começou a andar até a tal porta.

O engraçado de tudo era que o Kaio junto com outro garoto que eu não havia conhecido ainda estavam se aproximando.

Sem pensar duas vezes eu cutuco Luana sem parar.

- Til! - Virou para trás e gritou, com uma expressão de nenhuns amigos. Isso mudou quando ela viu os garotos se aproximando. A mesma olhou para mim com uma cara de assustada e pegou no meu braço, depois saiu correndo até a tal sala.

Assim que chegou abriu a porta e me jogou lá dentro, entrando e fechando a porta logo depois.

Depois desse corre-corre meu braço estava doendo. Coloquei a mão em cima dele, o meu braço esquerdo. Aquele braço era especial para mim.

- Não precisava de tudo isso! - Exclamei brava, ainda segurando o meu braço preferido que curiosamente Luana havia apertado e puxado muito.

- Hold kæft!

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Cena 3

Ela balançou a cabeça positivamente.

- Vi kan gå logo? - Perguntou e eu tive a coragem de responder nada.

- Aonde é mesmo? - A cara de estúpida deveria estar estampada na minha cara.

Luana apontou para uma porta do lado direito daquele lugar.

Logo em seguida começou a andar até a tal porta. Então, sem pensar duas vezes, eu fui atrás.

O engraçado de tudo era que o Kaio junto com outro garoto que eu não havia conhecido ainda estavam se aproximando.

Sem pensar duas vezes eu cutuco Luana sem parar.

- Til! - Virou para trás e gritou, com uma expressão de nenhuns amigos. Isso mudou quando ela viu os garotos se aproximando. A mesma olhou para mim com uma cara de assustada e pegou no meu braço, depois saiu correndo até a tal sala.

Assim que chegou abriu a porta e me jogou lá dentro, entrando e fechando a porta logo depois.

Depois desse corre-corre meu braço estava doendo. Coloquei a mão em cima dele, o meu braço esquerdo. Aquele braço era especial para mim.

- Não precisava de tudo isso! - Exclamei brava, ainda segurando o meu braço preferido que curiosamente Luana havia apertado e puxado muito.

- Hold kæft!

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Cena 4

Eu realmente nunca tinha visto Luana brava como estava. Mesmo que eu tenha á conhecido agora.

Com isso eu resolvi e ver o que a jovem estava vendo em uma pequena janela que ficava na porta. Aproveitei e dei uma rodadinha para ver o que tinha naquele corredor. E eu descobri que aquele belíssimo lugar tinha apenas algumas portas. Enfim, lá vou eu ver o que Luana estava vendo.

Os garotos - entre os dois estava Kaio - conversavam com a maior tranquilidade do mundo.

- Foi impressão minha ou Luana saiu correndo para esse lado? - Kaio perguntou, cruzando os braços.

- Não. - Cochichou a jovem e os garotos fizeram uma cara não tão boa...

- Meu pai do céu, será que tem uma assombração atrás de nós? - O menino que estava com Kaio olhava sem parar para os lados.

Ele parou imediatamente quando ouviu a risada de Luana. A garota parecia uma pessoa doce, mas a sua risada parecia totalmente o a contrário...

- Parece a risada da Luana. - Pensava Kaio, confuso até que demais.

- Eu não digo. - O outro garoto cruzou os braços e começou a balançar a sua cabeça sem parar. - Tu tá caidinho por essa menina, nunca vi. - Kaio olhou para o garoto com uma cara de poucos amigos.

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Cena 5

- Fala baixo. - Cochichou Kaio. O outro deu outra grande risada.

- Falar baixo? Todo mundo já sabe que você gosta da Luana! - Exclamou o garoto, me deixado surpresa.

Até que foi fácil demais.. Os garotos mal chegaram e já deixaram essa informação?

Enfim, curiosidades do destino.

O pior foi a cara que Luana fez! Eu precisava ter visto...

- O que?! - Cochichou, parecia surpresa e ao mesmo tempo feliz.

Será que ela também gostava do Kaio?

Eu não tive muito tempo de raciocinar, de repente eu senti meu corpo caindo no chão e o corpo congelar novamente.

O frio daquele lugar era... er... congelante.

- Arr.... - Gemi enquanto olhava para o lado direito e via Kaio olhando para mim e Luana com uma cara horrível.

- Então quer dizer que aquela voz realmente era da Luana? - O garoto riu tão alto que meu pai do céu, deve ter dado para escutar de muito longe sua risada.

- Luana?!

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Cena 6

- Undskyldning! Det var ikke min hensigt. - Sorriu Luana, encarando o garoto que não estava tão feliz com a ideia de ser vigiado. A jovem se levantou rapidamente, tirou a poeira de si mesma e saiu correndo. Aliás, quase saiu.

- Ei! Você me trouxe aqui e agora vai me abandonar! - Gritei, tentando me levantar, mas sentindo uma dor enorme no joelho. Olhei para ele e me decepcionei profundamente.

Se a decepção matasse eu já estaria morta.

Pensando bem, pensar na vida teria sido bem melhor.

- Olha o que você fez! - Gritei enquanto olhava aquele machucado horrível.

Estava saindo muito sangue, e eu odeio sangue.

Não faz me lembrar de coisas boas...

- Desculpa! - Indagou a Ruiva que olhava para mim quase chorando.

- Quer dizer que você sabe falar "Desculpa" em inglês? Então porque falou em dinamarquês? - Kaio se intrometeu na conversa automaticamente.

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  • - PAREEEMM TODOS! EU JÁ ME CANSEI! - Gritei, deixando a minha respiração aumentar tanto que o coração já estava para sair pela boca. Às vezes eu acho que meu corpo não gosta tanto de mim.
  • - Luana, vem me ajudar. - Tentei ser calma...

Cena 7

- Quem você acha para falar comigo desse jeito? - Gritou Kaio também, indo para perto de mim, e me encarando com a pior cara possível.
- Eu sou Raissa, Raissa Morozova. - Exclamei. - E se eu quisesse poderia comprar tudo que está aqui! - Gritei mais alto do que imaginava. - Se eu quisesse poderia comprar você, comprar todas as pessoas que estão aqui! - Soltei por último, com a cara mais desprezível que eu tinha.

Por alguns segundos um silêncio horrível se instabeleceu, mas não passou muito tempo e os dois garotos começaram a rir sem parar.

Eu olhei para Luana que deu um sorriso de lado.

O que eu tinha de errado?

- Acho melhor nós entrarmos e Pas på dessa ferida. - Sorriu novamente, com aquela cara de pena que eu odeio que as pessoas olhem para mim.

Luana veio até mim e me ajudou à entrar no internato. Os garotos ficaram aonde estavam.

Luana também disse no caminho que quando me deixasse no quarto iria chamar as outras meninas.

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Cena 8

Luana sorriu para mim meio de lado e veio até mim. Pegou no meu braço e me ajudou a andar.

Nós já estávamos pertinho da entrada quando Kaio falou.

- Eu ainda quero explicações. - Indagou, a jovem nem fez questão de olhar para o mesmo.

- Vamos, quando eu te deixar no quarto chamo as meninas.

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Cena 9

26 de Junho, Groelândia. 12:00.

Era o intervalo de mais uma manhã de aulas. E mais uma vez estava eu sentada naquele banquinho, em frente à um jardim, dentro do internato. Gostava de parar e tentar respirar.

Tentar pensar positivo.

Era horrível viver naquele lugar. Isso eu não posso mentir. Mas pelo menos eu tinha tempo para tentar respirar.

A arquitetura daquele lugar era simplesmente incrível! Eu estava no andar das salas de aula, lá tinha essa bela vista. O banquinho aonde eu sentava todos os dias quando queria respirar ficava bem em frente da porta aonde separava o jardim de um dos vários corredores do prédio.

O mais engraçado de tudo era ver o mesmo garoto que vivia lendo, Diogo, deitar na grama do jardim e começar a olhar para o teto. Aquele garoto devia ser louco mesmo. Como as meninas falaram. Não que eu seja diferente. Também estava olhando para o nada.

Falando nas meninas, elas estavam doidinhas planejando o encontro da Luana e do Kaio. Era legal ver a animação delas... me animava um pouco.

Bem, até algum momento. Toda a animação que eu tinha acabava muito rápido...

Eu ainda estou á me perguntar o meu problema.

Todos conseguem sorrir, ficar alegres, animados por tanto tempo... Porquê eu não consigo ficar nem por uma hora?

Eu ainda estava com a marca daquela queda no joelho. Por incrível que pareça.

Os meus pensamentos foram interrompidos, naquele dia em especial, quando eu senti alguém sentar do meu lado. Olhei para o lado e vi Anaya.

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Cena 10

- Viajando nos pensamentos? - Perguntou, sem ligar o olhar que eu filtrava na mesma. - Posso sentar? - Fez uma careta enquanto olhava aquele jardim.

- Já sentou mesmo. - Parei de olhar para ela e voltei a olhar o jardim.

- Eu só vejo você vagando pelos corredores desse internato, sempre sozinha, com olhos roxos e molhados... Por que essa tristeza toda?

- Olha quem fala. - Enfatizei, dando um pequeno riso.

Nem eu e muito menos ela tirava o olhar do jardim.

- Eu tenho motivos. Acredito que as meninas já tenham falado eles para você. Mas eu quero saber os seus. - Ela queria que eu desabafasse...? Que engraçado, ninguém nunca me pediu isso.

- Em que você quer chegar com essa conversa?

- Em nada. - Mecheu os ombros e olhou para mim. - Você espera que eu chegue em algo? - Aproveitei e olhei para ela também.

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  • - Não sei. Você nunca falou um "oi" para mim, então por que quer saber os meus motivos de estar chorando?
  • - Por que?

Cena 11

- Não sei... talvez eu queira fazer com alguém o que nunca fizeram comigo. Tenho certeza que se você desabafar irá tirar um grande peso das costas. - Sorriu e colocou a mão em meu ombro. - Guardar para si mesmo é pior. Eu falo por experiência própria.

- E se eu não querer? - Debochei, retirando suas mãos de meu ombro.

- Tudo bem, eu saio daqui. - Respirou fundo e se levantou do banquinho. Ela se afastou bastante, mas ainda falou algo.

- Se ainda precisar desabafar. Eu estarei aqui. - Sorriu e foi embora. Eu fiquei naquele banco admirando ela sumir entre aqueles corredores.

Eu devo ser uma burra mesmo. Agora a garota nunca vai querer falar comigo!

Agora eu estou querendo cuspir em mim mesmo.

Eu sou tão desprezível.

Á única pessoa que talvez eu ainda iria conseguir desabafar nunca mais vai querer falar comigo. O que eu tinha?

Enfim, acho melhor não chorar em público, todos já devem ter percebido.

Naquele momento eu queria mergulhar no meu travesseiro e derramar um mar de lágrimas.

Eu me levantei daquele banquinho e fui até o meu lindo e maravilhoso quarto.

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Cena 12

- Porquê? Não entendi a sua pergunta. -

Balançou a cabeça negativamente.

- Por que você quis vim falar só comigo? Sou uma pessoa tão... tão desprezível. Derrotada e.. -

Ela me interrompeu rapidamente.

- Não se cobre tanto. Tudo que aconteceu na sua vida não foi sua culpa. - Sorriu e eu deixei derramar algumas lagrimas. - Tá vendo, já consegui tirar algo de você. - Deu uma pequena risada. - Não chore aqui, vá para o seu quarto.
Ah, e não se esqueça. Tudo que aconteceu na sua vida não foi sua culpa. É normal nós passarmos por momentos difíceis. - Disse, se levantando do banquinho. - Eu já vou indo. Se você precisar de mim para desabafar é só me procurar. Eu estarei vagando por aí. - Piscou um dos olhos e foi se afastando de mim, se escondendo pelos corredores.

Eu ainda admirei ela sumindo, porém logo depois fui até meu quarto.

Talvez fosse melhor chorar no meu travesseiro.

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Cena 13

Bati a porta forte e me joguei na minha cama. Mais uma vez vi a mesma paisagem de sempre. As duas camas e uma pilha de livros na cama da Louise.
Isso já se tornou normal para mim. O que não é normal é viver aqui. O que não é normal é viver tudo que eu vivo.
Será que eu mereço tudo isso? Eu não devo ter sido tão desprezível por todo esse tempo... ou fui?
Mais uma vez eu ouvi pássaros cantando. Aquele canto me acalmava. Resolvi me dirigir até a pequena janelinha e olhar a vista lá de cima.
Era tão linda. Era incrível conseguir ver os alunos lá em baixo, os pássaros voando e cantando, a estrada aonde tudo começou... E o imenso mar que tinha várias pedras de gelo. Tudo isso me fazia lembrar a Rússia, minha casa, meus amigos e... minha mãe...
Aliás, que azar. A janela era pequena demais!

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Vocês vão ter muita raiva com a Raissa. (•ᴗ•)و
Ah, e se algum de vocês pensavam que nós teriamos apenas um personagem filósofo, vocês estão totalmente errados! ( ° ʖ °)
Espero que vocês tenham gostado, é isso, até mais, bye, bye!
ʕ•ᴥ•ʔ

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. 𝐓ulipa 𝐑ubi 🐝

. 𝐓ulipa 𝐑ubi 🐝 Eu era fã da Louise, mas a Anaya me conquistou-- E cada vez mais quero conhecer esse Diogo, sério

A dinamarquesa (esqueci o nome dela 🤡) me parece aquelas pessoas que são legais mas fazem muita bobagem, sabe? Não vou muito com ela... mas vamos lá que esse é só o início e não devemos julgar os personagens (diz a pessoa que vive julgando esse pessoal)

E claro, minha querida e amada Estelar, o capítulo está perfeito 😔🧡

28/10/21 3 ResponderMais
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