Tulipa Rubi 🦋

Tulipa Rubi 🦋

20
• O Acampamento de Akgarot •
10

• O Acampamento de Akgarot • Capítulo 14

⑬ 𝑷𝒆́ 𝑵𝒂 𝑬𝒔𝒕𝒓𝒂𝒅𝒂 • 🌹

❝ A probabilidade de sucesso dos dois planos era improvável, poderiam tanto ser um fracasso quanto um acerto... Talvez fosse melhor irem pela trilha, mas demoraria demais... Duas longas e tediosas semanas de caminhada... ❞

Nossos ganhadores queridos saíram do acampamento, levando a carta misteriosa até Liblank. Mas não é tão fácil assim. A floresta não é um lugar vazio, pelo contrário ela é o lar de criaturas e monstros impressionantes e algumas vezes assustadores.

2 finais alternativos

Continua depois da publicidade

Cena 1

Roi meus lindões! Como estão?
Eu sei, estou atrasada, de novo. Estou ciente disso. Mas, meu querido, o que seriam dos pontuais se não houvessem os atrasados?

Ok, ok. Parei de enrolar.

Com quem gostaria de jogar?

Continua depois da publicidade
  • Jackie (menina)
    Jackie (menina)
  • Jack (menino)
    Jack (menino)

Cena 2

Continua depois da publicidade
  • Arco -Teletransporte (moeda)
  • Arco -Viajem no tempo (esmeralda)
  • Adaga -Teletransporte (moeda)
  • Adaga -Viajem no tempo (esmeralda)
  • Espada -Teletransporte (moeda)
  • Espada -Viajem no tempo (esmeralda)

Cena 3

Imagem da cena

Jackie percebeu que já era de manhã quando o alarme tocou na cabeceira. Aquilo foi estranho, já que não tinha alarme nenhum no celular.
Demorou um tempo para perceber que o barulho vinha daquele broche maluco que ganhara como medalha... era sério isso? Aquele "dispositivo" estava despertando às seis da manhã?

E, embora a Avelly tenha verificado, não tinha nenhum botão de soneca do alarme. Talvez ele fosse programado, dias antes, para acordar os ganhadores nessa hora e se prepararem para a missão?
Bem, se fosse ou não assim, Jackie fez uma anotação: se aquele broche voltasse a acordá-la tão cedo, ela adoraria fazer o favor de jogá-lo num penhasco.

Assim que o alarme foi desligado, a garota se levantou e trocou de roupa, parando depois para encarar a mochila que deveria levar junto na missão.

Deveria levar o celular? Se Taylor tentasse mandar alguma mensagem sobre descobertas ou qualquer outras notícias, que por sinal não eram recebidas a dias, ele seria importante... Sim, levaria o celular.

Diário de Guinevere? Com certeza, sabe-se lá oque dará para descobrir com ele.

Uma muda de roupas: OK.
Lanterna: OK.
Broche: ... era mesmo preciso? Aquele objeto já estava dando arrepios na campista cada vez que lançava as luzes coloridas. Para que aquele broche, especificamente?

Pegou a espada, guardada na bainha, e viu que estava pronta. Não havia mais motivos para procrastinar, seja isso infeliz ou felizmente. Enfiou a bendita medalha num bolso da mochila e andou até a porta.

Que comece a missão!

Continua depois da publicidade
  • *.*

Cena 4

Imagem da cena

Jackie percebeu que já era de manhã quando o alarme tocou na cabeceira. Aquilo foi estranho, já que não tinha alarme nenhum no celular.
Demorou um tempo para perceber que o barulho vinha daquele broche maluco que ganhara como medalha... era sério isso? Aquele "dispositivo" estava despertando às seis da manhã?

E, embora a Avelly tenha verificado, não tinha nenhum botão de soneca do alarme. Talvez ele fosse programado, dias antes, para acordar os ganhadores nessa hora e se prepararem para a missão?
Bem, se fosse ou não assim, Jackie fez uma anotação: se aquele broche voltasse a acordá-la tão cedo, ela adoraria fazer o favor de jogá-lo num penhasco.

Assim que o alarme foi desligado, a garota se levantou e trocou de roupa, parando depois para encarar a mochila que deveria levar junto na missão.

Deveria levar o celular? Se Taylor tentasse mandar alguma mensagem sobre descobertas ou qualquer outras notícias, que por sinal não eram recebidas a dias, ele seria importante... Sim, levaria o celular.

Diário de Guinevere? Com certeza, sabe-se lá oque dará para descobrir com ele.

Uma muda de roupas: OK.
Lanterna: OK.
Broche: ... era mesmo preciso? Aquele objeto já estava dando arrepios na campista cada vez que lançava as luzes coloridas. Para que aquele broche, especificamente?

Pegou a adaga, guardada na bainha, e viu que estava pronta. Não havia mais motivos para procrastinar, seja isso infeliz ou felizmente. Enfiou a bendita medalha num bolso da mochila e andou até a porta.

Que comece a missão!

Continua depois da publicidade
  • *.*

Cena 5

Imagem da cena

Jackie percebeu que já era de manhã quando o alarme tocou na cabeceira. Aquilo foi estranho, já que não tinha alarme nenhum no celular.
Demorou um tempo para perceber que o barulho vinha daquele broche maluco que ganhara como medalha... era sério isso? Aquele "dispositivo" estava despertando às seis da manhã?

E, embora a Avelly tenha verificado, não tinha nenhum botão de soneca do alarme. Talvez ele fosse programado, dias antes, para acordar os ganhadores nessa hora e se prepararem para a missão?
Bem, se fosse ou não assim, Jackie fez uma anotação: se aquele broche voltasse a acordá-la tão cedo, ela adoraria fazer o favor de jogá-lo num penhasco.

Assim que o alarme foi desligado, a garota se levantou e trocou de roupa, parando depois para encarar a mochila que deveria levar junto na missão.

Deveria levar o celular? Se Taylor tentasse mandar alguma mensagem sobre descobertas ou qualquer outras notícias, que por sinal não eram recebidas a dias, ele seria importante... Sim, levaria o celular.

Diário de Guinevere? Com certeza, sabe-se lá oque dará para descobrir com ele.

Uma muda de roupas: OK.
Lanterna: OK.
Broche: ... era mesmo preciso? Aquele objeto já estava dando arrepios no campista cada vez que lançava as luzes coloridas. Para que aquele broche, especificamente?

Pegou a aljava, com as flechas e o arco, e viu que estava pronta. Não havia mais motivos para procrastinar, seja isso infeliz ou felizmente. Enfiou a bendita medalha num bolso da mochila e andou até a porta.

Que comece a missão!

Continua depois da publicidade
  • *.*

Cena 6

Imagem da cena

Jack percebeu que já era de manhã quando o alarme tocou na cabeceira. Aquilo foi estranho, já que não tinha alarme nenhum no celular.
Demorou um tempo para perceber que o barulho vinha daquele broche maluco que ganhara como medalha... era sério isso? Aquele "dispositivo" estava despertando às seis da manhã?

E, embora o Avelly tenha verificado, não tinha nenhum botão de soneca do alarme. Talvez ele fosse programado, dias antes, para acordar os ganhadores nessa hora e se prepararem para a missão?
Bem, se fosse ou não assim, Jack fez uma anotação: se aquele broche voltasse a acordá-lo tão cedo, ele adoraria fazer o favor de jogá-lo num penhasco.

Assim que o alarme foi desligado, o garoto se levantou e trocou de roupa, parando depois para encarar a mochila que deveria levar junto na missão.

Deveria levar o celular? Se Taylor tentasse mandar alguma mensagem sobre descobertas ou qualquer outras notícias, que por sinal não eram recebidas a dias, ele seria importante... Sim, levaria o celular.

Diário de Guinevere? Com certeza, sabe-se lá oque dará para descobrir com ele.

Uma muda de roupas: OK.
Lanterna: OK.
Broche: ... era mesmo preciso? Aquele objeto já estava dando arrepios no campista cada vez que lançava as luzes coloridas. Para que aquele broche, especificamente?

Pegou a espada, guardada na bainha, e viu que estava pronto. Não havia mais motivos para procrastinar, seja isso infeliz ou felizmente. Enfiou a bendita medalha num bolso da mochila e andou até a porta.

Que comece a missão!

Continua depois da publicidade
  • *.*

Cena 7

Imagem da cena

Jack percebeu que já era de manhã quando o alarme tocou na cabeceira. Aquilo foi estranho, já que não tinha alarme nenhum no celular.
Demorou um tempo para perceber que o barulho vinha daquele broche maluco que ganhara como medalha... era sério isso? Aquele "dispositivo" estava despertando às seis da manhã?

E, embora o Avelly tenha verificado, não tinha nenhum botão de soneca do alarme. Talvez ele fosse programado, dias antes, para acordar os ganhadores nessa hora e se prepararem para a missão?
Bem, se fosse ou não assim, Jack fez uma anotação: se aquele broche voltasse a acordá-lo tão cedo, ele adoraria fazer o favor de jogá-lo num penhasco.

Assim que o alarme foi desligado, o garoto se levantou e trocou de roupa, parando depois para encarar a mochila que deveria levar junto na missão.

Deveria levar o celular? Se Taylor tentasse mandar alguma mensagem sobre descobertas ou qualquer outras notícias, que por sinal não eram recebidas a dias, ele seria importante... Sim, levaria o celular.

Diário de Guinevere? Com certeza, sabe-se lá oque dará para descobrir com ele.

Uma muda de roupas: OK.
Lanterna: OK.
Broche: ... era mesmo preciso? Aquele objeto já estava dando arrepios no campista cada vez que lançava as luzes coloridas. Para que aquele broche, especificamente?

Pegou a adaga, guardada na bainha, e viu que estava pronto. Não havia mais motivos para procrastinar, seja isso infeliz ou felizmente. Enfiou a bendita medalha num bolso da mochila e andou até a porta.

Que comece a missão!

Continua depois da publicidade
  • *.*

Cena 8

Imagem da cena

Jack percebeu que já era de manhã quando o alarme tocou na cabeceira. Aquilo foi estranho, já que não tinha alarme nenhum no celular.
Demorou um tempo para perceber que o barulho vinha daquele broche maluco que ganhara como medalha... era sério isso? Aquele "dispositivo" estava despertando às seis da manhã?

E, embora o Avelly tenha verificado, não tinha nenhum botão de soneca do alarme. Talvez ele fosse programado, dias antes, para acordar os ganhadores nessa hora e se prepararem para a missão?
Bem, se fosse ou não assim, Jack fez uma anotação: se aquele broche voltasse a acordá-lo tão cedo, ele adoraria fazer o favor de jogá-lo num penhasco.

Assim que o alarme foi desligado, o garoto se levantou e trocou de roupa, parando depois para encarar a mochila que deveria levar junto na missão.

Deveria levar o celular? Se Taylor tentasse mandar alguma mensagem sobre descobertas ou qualquer outras notícias, que por sinal não eram recebidas a dias, ele seria importante... Sim, levaria o celular.

Diário de Guinevere? Com certeza, sabe-se lá oque dará para descobrir com ele.

Uma muda de roupas: OK.
Lanterna: OK.
Broche: ... era mesmo preciso? Aquele objeto já estava dando arrepios no campista cada vez que lançava as luzes coloridas. Para que aquele broche, especificamente?

Pegou a aljava, com as flechas e o arco, e viu que estava pronto. Não havia mais motivos para procrastinar, seja isso infeliz ou felizmente. Enfiou a bendita medalha num bolso da mochila e andou até a porta.

Que comece a missão!

Continua depois da publicidade
  • *.*

Cena 9

Jack saiu do chalé e se deparou com Dean na varanda. Ele estava com uma faixa na testa, provavelmente para cobrir a marca que a pancada do torneio deixara, o que o dava uma aparência interessante.

Dilawen parecia cansado, como se tivesse acabado de acordar ou nem tivesse dormido. Não, ele definitivamente não estava bem. Havia alguma coisa o incomodando... não parecia ser apenas o torneio.

— Bom dia, ganhador — o garoto de cabelos verdes sorriu.

Jack também sorriu.

Continua depois da publicidade
  • — Bom dia, cabelo de ervilha. — o garoto se aproximou do campista e depositou um beijo rápido em seus lábios — Como está?
  • — Bom dia, Dean. Fugiu de mim ontem, está tudo bem? — o Avelly arqueou uma sobrancelha

Cena 10

Jackie saiu do chalé e se deparou com Dean na varanda. Ele estava com uma faixa na testa, provavelmente para cobrir a marca que a pancada do torneio deixara, o que o dava uma aparência interessante.

Dilawen parecia cansado, como se tivesse acabado de acordar ou nem tivesse dormido. Não, ele definitivamente não estava bem. Havia alguma coisa o incomodando... não parecia ser apenas o torneio.

— Bom dia, ganhadora — o garoto de cabelos verdes sorriu.

Jackie também sorriu.

Continua depois da publicidade
  • — Bom dia, cabelo de ervilha. — a garota se aproximou do campista e depositou um beijo rápido em seus lábios — Como está?
  • — Bom dia, Dean. Fugiu de mim ontem, está tudo bem? — a Avelly arqueou uma sobrancelha

Cena 11

— Estou bem. — o Alan deu um sorriso fraco — Não me olhe assim, estou ótimo, é sério!

— Tem certeza? — Jack permaneceu — Não parecia muito bem ontem. — "Nem muito bem hoje..." completou mentalmente, mas isso não ousaria dizer em voz alta.

— Não se preocupe. Só estava... um pouco decepcionado por perder.

— Dean, por favor, diga a verdade.

O sorriso de Dean sumiu de sua face e baixou a cabeça, fitando o chão, parecia indeciso com algo, talvez sobre o que falaria.

— Ei. — Jack pôs a mão em seu ombro, Dean levantou a cabeça e ambos se encararam — Pode contar comigo para o que precisar, sim?

— Sei que posso. — Dilawen suspirou e negou com a cabeça — Agora vamos, eu vim aqui para levá-lo até a saída do acampamento. Está atrasado para a missão.

Jack sabia que não adiantaria cobrar uma resposta diferente, e aliás estava mesmo atrasado. Também sorriu, sem vontade, e se afastou de Dean. Os dois começaram a andar em direção ao topo da colina, onde mais afrente ficava a Caverna das Almas, a saída do acampamento.

•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.

Foi só na metade do caminho que percebeu como ele faria falta. Não havia parado para pensar nisso ainda... Dean não estaria lá e nem poderiam conversar via online... Seria terrível!

— Quanto tempo acha que leva para ir até Liblanck? — Jack perguntou para Dean, quanto mais rápido o terminarem a missão melhor seria, não?

— O Acampamento Liblanck? — o garoto pareceu estranhar — Por que quer saber de Liblanck?

O Avelly hesitou em falar. "Não falem para ninguém sua missão" não era o combinado com Collister?

— Entendi, sua missão envolve isso. — Dean deu de ombros — Tudo bem, não vou perguntar mais nada. Mas devem ser umas duas semanas de caminhada, eu acho.

— Duas semanas... — você repetiu. Duas semanas para entregar uma maldita carta?! Duas semanas sem falar com seu melhor amigo?!

— Se quisesse ir até Liblanck, — Dean continuou — seria melhor ir de carro, e também evite o teletransporte, eles tem barreiras instaladas a um raio de dez quilômetros que impedem os campistas de usarem os poderes. Se chegar muito perto delas enquanto seus poderes estão ativos isso pode te matar.

Continua depois da publicidade
  • — Então como ficam os campistas de Liblank sem poderes?

Cena 12

— Estou bem. — o Alan deu um sorriso fraco — Não me olhe assim, estou ótimo, é sério!

— Tem certeza? — Jackie permaneceu — Não parecia muito bem ontem. — "Nem muito bem hoje..." completou mentalmente, mas isso não ousaria dizer em voz alta.

— Não se preocupe. Só estava... um pouco decepcionado por perder.

— Dean, por favor, diga a verdade.

O sorriso de Dean sumiu de sua face e baixou a cabeça, fitando o chão, parecia indeciso com algo, talvez sobre o que falaria.

— Ei. — Jackie pôs a mão em seu ombro, Dean levantou a cabeça e ambos se encararam — Pode contar comigo para o que precisar, sim?

— Sei que posso. — Dilawen suspirou e negou com a cabeça — Agora vamos, eu vim aqui para levá-la até a saída do acampamento. Está atrasada para a missão.

Jackie sabia que não adiantaria cobrar uma resposta diferente, e aliás estava mesmo atrasada. Também sorriu, sem vontade, e se afastou de Dean. Os dois começaram a andar em direção ao topo da colina, onde mais afrente ficava a Caverna das Almas, a saída do acampamento.

•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.

Foi só na metade do caminho que percebeu como ele faria falta. Não havia parado para pensar nisso ainda... Dean não estaria lá e nem poderiam conversar via online... Seria terrível!

— Quanto tempo acha que leva para ir até Liblanck? — Jackie perguntou para Dean, quanto mais rápido o terminarem a missão melhor seria, não?

— O Acampamento Liblanck? — o garoto pareceu estranhar — Por que quer saber de Liblanck?

A Avelly hesitou em falar. "Não falem para ninguém sua missão" não era o combinado com Collister?

— Entendi, sua missão envolve isso. — Dean deu de ombros — Tudo bem, não vou perguntar mais nada. Mas devem ser umas duas semanas de caminhada, eu acho.

— Duas semanas... — você repetiu. Duas semanas para entregar uma maldita carta?! Duas semanas sem falar com seu melhor amigo?!

— Se quisesse ir até Liblanck, — Dean continuou — seria melhor ir de carro, e também evite o teletransporte, eles tem barreiras instaladas a um raio de dez quilômetros que impedem os campistas de usarem os poderes. Se chegar muito perto delas enquanto seus poderes estão ativos isso pode te matar.

Continua depois da publicidade
  • — Então como ficam os campistas de Liblank sem poderes?

Cena 13

— Estou bem. — o Alan deu um sorriso fraco — Não me olhe assim, estou ótimo, é sério!

— Tem certeza? — Jackie permaneceu — Não parecia muito bem ontem. — "Nem muito bem hoje..." completou mentalmente, mas isso não ousaria dizer em voz alta.

— Não se preocupe. Só estava... um pouco decepcionado por perder.

— Dean, por favor, diga a verdade.

O sorriso de Dean sumiu de sua face e baixou a cabeça, fitando o chão, parecia indeciso com algo, talvez sobre o que falaria.

— Ei. — Jackie levantou o queijo do garoto, fazendo com que os dois se encarassem — Pode contar comigo para o que precisar, sim?

— Sei que posso. — Dilawen suspirou e negou com a cabeça — Agora vamos, eu vim aqui para levá-la até a saída do acampamento. Está atrasada para a missão.

Jackie sabia que não adiantaria cobrar uma resposta diferente, e aliás estava mesmo atrasada. Também sorriu, sem vontade, e se afastou de Dean. Os dois começaram a andar em direção ao topo da colina, onde mais afrente ficava a Caverna das Almas, a saída do acampamento.

•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.

Foi só na metade do caminho, quando Dean segurou sua mão, que percebeu como ele faria falta. Não havia parado para pensar nisso ainda... Dean não estaria lá e nem poderiam conversar via online... Seria terrível!

— Quanto tempo acha que leva para ir até Liblanck? — Jackie perguntou para Dean, quanto mais rápido o terminarem a missão melhor seria, não?

— O Acampamento Liblanck? — o garoto pareceu estranhar — Por que quer saber de Liblanck?

A Avelly hesitou em falar. "Não falem para ninguém sua missão" não era o combinado com Collister?

— Entendi, sua missão envolve isso. — Dean deu de ombros — Tudo bem, não vou perguntar mais nada. Mas devem ser umas duas semanas de caminhada, eu acho.

— Duas semanas... — você repetiu. Duas semanas para entregar uma maldita carta?!

— Se quisesse ir até Liblanck, — Dean continuou — seria melhor ir de carro, e também evite o teletransporte, eles tem barreiras instaladas a um raio de dez quilômetros que impedem os campistas de usarem os poderes. Se chegar muito perto delas enquanto seus poderes estão ativos isso pode te matar.

Continua depois da publicidade
  • — Então como ficam os campistas de Liblank sem poderes?

Cena 14

— Estou bem. — o Alan deu um sorriso fraco — Não me olhe assim, estou ótimo, é sério!

— Tem certeza? — Jack permaneceu — Não parecia muito bem ontem. — "Nem muito bem hoje..." completou mentalmente, mas isso não ousaria dizer em voz alta.

— Não se preocupe. Só estava... um pouco decepcionado por perder.

— Dean, por favor, diga a verdade.

O sorriso de Dean sumiu de sua face e baixou a cabeça, fitando o chão, parecia indeciso com algo, talvez sobre o que falaria.

— Ei. — Jack levantou o queijo do garoto, fazendo com que os dois se encarassem — Pode contar comigo para o que precisar, sim?

— Sei que posso. — Dilawen suspirou e negou com a cabeça — Agora vamos, eu vim aqui para levá-lo até a saída do acampamento. Está atrasado para a missão.

Jack sabia que não adiantaria cobrar uma resposta diferente, e aliás estava mesmo atrasado. Também sorriu, sem vontade, e se afastou de Dean. Os dois começaram a andar em direção ao topo da colina, onde mais afrente ficava a Caverna das Almas, a saída do acampamento.

•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.

Foi só na metade do caminho, quando Dean segurou sua mão, que percebeu como ele faria falta. Não havia parado para pensar nisso ainda... Dean não estaria lá e nem poderiam conversar via online... Seria terrível!

— Quanto tempo acha que leva para ir até Liblanck? — Jack perguntou para Dean, quanto mais rápido o terminarem a missão melhor seria, não?

— O Acampamento Liblanck? — o garoto pareceu estranhar — Por que quer saber de Liblanck?

O Avelly hesitou em falar. "Não falem para ninguém sua missão" não era o combinado com Collister?

— Entendi, sua missão envolve isso. — Dean deu de ombros — Tudo bem, não vou perguntar mais nada. Mas devem ser umas duas semanas de caminhada, eu acho.

— Duas semanas... — você repetiu. Duas semanas para entregar uma maldita carta?!

— Se quisesse ir até Liblanck, — Dean continuou — seria melhor ir de carro, e também evite o teletransporte, eles tem barreiras instaladas a um raio de dez quilômetros que impedem os campistas de usarem os poderes. Se chegar muito perto delas enquanto seus poderes estão ativos isso pode te matar.

Continua depois da publicidade
  • — Então como ficam os campistas de Liblank sem poderes?

Cena 15

Dean pareceu hesitar em responder.

— Liblank não é um acampamento comum. — concluiu sério — É como uma prisão, um orfanato, um hospício! Um lugar onde as crianças que ninguém quer são jogadas e viram pequenos soldados do Conselho da Sociedade. Poderes são proibidos, quem usá-los é punido. Alguns até saem de lá, quando estão traumatizados e considerados "normais" novamente.

— Por que alguém seria mandado para lá?

A voz do Alan falhou, ele parecia incomodado com o assunto.

— A maioria é por medida de segurança, tem poderes muito perigosos ou são loucos com poderes. Esse tipo de pessoa é o pior para Akgarot, a pior das ameaças tanto ao governo e à população.

A mente de Jackie estava a mil enquanto absorvia os novos dados. O que havia mesmo nessa carta? Uma execução de um campista-perigoso? Ou talvez um dos campistas de Kenuet pudesse... Não! Talvez fosse outra coisa, tinha que ser. A garota estremeceu só de imaginar, a vontade de pegar a carta da mochila e lê-la só aumentava.

Claro que ninguém nunca havia ouvido falar de Liblank, era um terror! E falando nisso... ninguém nunca falava nem sabia sobre a verdade sobre esse acampamento... então como...

— Dean, como sabe disso sobre Liblank? — a Avelly o encarou.

Os olhos castanhos de Dean estavam assustados, seus lábios tremeram e as palavras se recusaram a sair. Jackie teve vontade de retirar o que havia dito, mas não seria possível.

— É... complicado. — foi tudo oque Dilawen se propôs a responder — Posso te contar tudo sobre meu passado se quiser, mas não agora.

Jackie assentiu, estava muito curiosa, mas não adiantaria cobrar Dean. A cara que ele fez...! "Alguns até saem de lá, quando estão traumatizados e considerados 'normais' novamente." O que seria o tal "Normal" e por quê? Por que alguém seria mandado para Liblank, especificadamente?

•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.

Antes que a Avelly notasse, chegaram até onde estavam Collister, Trevor e Mary. Os outros ganhadores também traziam mochilas e Mary um mapa. Um mapa... para que se os Dispositivos tinham GPS?

— Ótimo, já estão todos aqui. — Collister concluiu quando a avistou.

O diretor olhou para Dean, como se o mandasse sair.

— OK... — o garoto pareceu entender — Boa missão para vocês. — concluiu voltando-se para os campistas.

E foi a última coisa que você ouviria de Dean por um longo tempo.

Continua depois da publicidade
  • *.*

Cena 16

Dean pareceu hesitar em responder.

— Liblank não é um acampamento comum. — concluiu sério — É como uma prisão, um orfanato, um hospício! Um lugar onde as crianças que ninguém quer são jogadas e viram pequenos soldados do Conselho da Sociedade. Poderes são proibidos, quem usá-los é punido. Alguns até saem de lá, quando estão traumatizados e considerados "normais" novamente.

— Por que alguém seria mandado para lá?

A voz do Alan falhou, ele parecia incomodado com o assunto.

— A maioria é por medida de segurança, tem poderes muito perigosos ou são loucos com poderes. Esse tipo de pessoa é o pior para Akgarot, a pior das ameaças tanto ao governo e à população.

A mente de Jack estava a mil enquanto absorvia os novos dados. O que havia mesmo nessa carta? Uma execução de um campista perigoso? Ou talvez um dos campistas de Kenuet pudesse... Não! Talvez fosse outra coisa, tinha que ser. O garoto estremeceu só de imaginar.
A vontade de pegar a carta da mochila e lê-la só aumentava.

Claro que ninguém nunca havia ouvido falar de Liblank, era um terror! E falando nisso... ninguém nunca falava nem sabia sobre a verdade sobre o esse acampamento... então como...

— Dean, como sabe disso sobre Liblank? — o Avelly o encarou.

Os olhos castanhos de Dean estavam assustados, seus lábios tremeram e as palavras se recusaram a sair. Jack teve vontade de retirar o que havia dito, mas não seria possível.

— É... complicado. — foi tudo oque Dilawen se propôs a responder — Posso te contar tudo sobre meu passado se quiser, mas não agora.

Jack assentiu, estava muito curioso, mas não adiantaria cobrar Dean. A cara que ele fez...! "Alguns até saem de lá, quando estão traumatizados e considerados 'normais' novamente." O que seria o tal "Normal" e por quê? Por que alguém seria mandado para Liblank, especificadamente?

•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.

Antes que o Avelly notasse, chegaram até onde estavam Collister, Trevor e Mary. Os outros ganhadores também traziam mochilas e Mary um mapa. Um mapa... para que se os Dispositivos tinham GPS?

— Ótimo, já estão todos aqui. — Collister concluiu quando a avistou.

O diretor olhou para Dean, como se o mandasse sair.

— OK... — o garoto pareceu entender — Boa missão para vocês. — concluiu voltando-se para os campistas.

E foi a última coisa que você ouviria de Dean por um longo tempo.

Continua depois da publicidade
  • *.*

Cena 17

Imagem da cena

Collister foi deveras otimista e motivador quando estavam saindo de Green Walls.

— Lembrem-se de que Aluen estará sempre atrás de vocês, tomem cuidado. Ela enviara monstros e desafios para distraí-los. — avisou Collister na divisa da cidade com a floresta, o mundo exterior estava em tons amarelos e vermelhos do outono —E vocês conhecem o plano, se precisarem há uma carta na mochila, na língua do tempo, com todas as instruções da missão. E não se distraiam!

Jack encarava a floresta com admiração, quer dizer... uau! O outono ali era tão... bonito. As arvores, altas e baixas, exibiam suas novas cores com exuberância. O sol havia começado a aparecer, deixando tudo mais alaranjado.

Collister não falou mais nada, e quando o Avelly se virou não o viu mais.

— Achei que já estaria nevando. — Trevor cortou o silêncio.

— É outono Yooance, como poderia nevar? — Mary revirou os olhos, começando a andar na trilha.

— É outono?! — o campista pareceu se assustar — Não era quase primavera?

Mary o olhou desdenhosa, e assim o assunto sobre as estações foi encerrado.

Os três já haviam começado a caminhar, passando pela grama ainda úmida e pulando algumas pedras escondidas entre as folhas. A floresta não era uma planície, isso era fato, nem um lugar fácil de andar.

Em um ponto da caminhada podia-se ouvir uma cachoeira, Mary dissera que era o Rio Breker. O rio passava por uma boa parte da floresta, mas fazia uma curva e se distanciava da trilha, indo em direção ao sul.

Mary se aproximou de Jack com o mapa em mãos.

— Devemos seguir essa trilha até os Três Pinheiros, depois seguimos à direita e percorremos essa volta. Seguindo o norte, vai dar direto em Liblank. — explicou enquanto traçava a rota no mapa.

— Está usando mapas? — Trevor também se aproximou — E os dispositivos?

Mary fez uma careta.

— Não confio neles, nem os aconselho a confiar.

— O que descobriu sobre eles? — o Avelly finalmente falou algo.

A Julliet suspirou e tirou o broche do bolso, pressionando seu centro para abrir a janela.

— Não encontrei nada suspeito. — disse abrindo os arquivos vazios do dispositivo — Tipo, não tem nada de nada. É como uma folha em branco para preenchermos com dados, talvez querem que usemos os Dispositivos como diários de bordo, ou comunicadores.

Jack assentiu. Comunicadores... com quem exatamente? Eles mesmos, caso se perdessem?

Continua depois da publicidade
  • *.*

Cena 18

Imagem da cena

Collister foi deveras otimista e motivador quando estavam saindo de Green Walls.

— Lembrem-se de que Aluen estará sempre atrás de vocês, tomem cuidado. Ela enviara monstros e desafios para distraí-los. — avisou Collister na divisa da cidade com a floresta, o mundo exterior estava em tons amarelos e vermelhos do outono —E vocês conhecem o plano, se precisarem há uma carta na mochila, na língua do tempo, com todas as instruções da missão. E não se distraiam!

Jackie encarava a floresta com admiração, quer dizer... uau! O outono ali era tão... bonito. As arvores, altas e baixas, exibiam suas novas cores com exuberância. O sol havia começado a aparecer, deixando tudo mais alaranjado.

Collister não falou mais nada, e quando a Avelly se virou não o viu mais.

— Achei que já estaria nevando. — Trevor cortou o silêncio, até então ninguém tinha falado nada.

— É outono Yooance, como poderia nevar? — Mary revirou os olhos.

— É outono?! — o campista pareceu se assustar — Não era quase primavera?

Mary o olhou desdenhosa, e assim o assunto sobre as estações foi encerrado.

Os três já haviam começado a caminhar, passando pela grama ainda úmida e pulando algumas pedras escondidas entre as folhas. A floresta não era uma planície, isso era fato, nem um lugar fácil de andar.

Em um ponto da caminhada podia-se ouvir uma cachoeira, Mary dissera que era o Rio Breker. O rio passava por uma boa parte da floresta, mas fazia uma curva e se distanciava da trilha, indo em direção ao sul.

Mary se aproximou de Jackie com o mapa em mãos.

— Devemos seguir essa trilha até os Três Pinheiros, depois seguimos à direita e percorremos essa volta. Seguindo o norte, vai dar direto em Liblank. — explicou enquanto traçava a rota no mapa.

— Está usando mapas? — Trevor também se aproximou — E os dispositivos?

Mary fez uma careta.

— Não confio neles, nem os aconselho a confiar.

— O que descobriu sobre eles? — a Avelly finalmente falou algo.

A Julliet suspirou e tirou o broche do bolso, pressionando seu centro para abrir a janela.

— Não encontrei nada suspeito. — disse abrindo os arquivos vazios do dispositivo — Tipo, não tem nada de nada. É como uma folha em branco para preenchermos com dados, talvez querem que usemos os Dispositivos como diários de bordo, ou comunicadores.

Jackie assentiu. Comunicadores... com quem exatamente? Eles mesmos, caso se perdessem?

Continua depois da publicidade
  • *.*

Cena 19

— Não há nenhum atalho? — perguntou olhando para o mapa, de fato não mostrava nenhum outro caminho até Liblank.

— Não, nada. — Mary respondeu primeiro — Mas... Poderíamos cortar caminho pela floresta, mas o mapa não adiantaria e vamos ter que usar o GPS desses Dispositivos. É arriscado e pode demorar ainda mais.

— Na verdade, tem outro atalho também. — Trevor estava encostado em uma árvore, os dois, Jack e Mary, se viraram — Jack pode se teletransportar, não pode? E se...

— Não. Quer dizer eu posso, mas não agora. — o garoto lembrou-se do aviso de Dean — Dizem que as muralhas de Liblank tem um feitiço que impede qualquer poder, chegar perto delas usando-os pode te matar.

— Além disso, a distância daqui até o outro acampamento é enorme. — a Julliet concluiu sem levantar os olhos do mapa — Uma distância dessas pode deixar Jack esgotado, e como ainda ela teria que levar nos dois junto isso poderia matá-lo.

— Ok, ok. Já entendi, o meu plano é terrível!

Jack analisou o plano de Trevor novamente enquanto encarava o chão coberto de folhas. Não, não era um plano tão terrível assim. Mary falou de longas distâncias... mas e se fossem mais curtas?...

— Se bem que podemos tentar...

O Avelly ergueu a cabeça e percebeu Mary encarando-a, ela parecia... assustada? Furiosa? Ansiosa? Talvez fossem todas essas emoções...

— Jack! Isso vai matá-lo! — alertou.

— Deixe eu falar. — a loira não argumentou mais — Podemos percorrer uma distância curta em um intervalo de tempo, será mais rápido do que ir andando e não fará mal nenhum se tiver alguma pausa.

— Jack está certo. — Trevor concordou, para o desgosto de Mary Julliet.

— Ainda acho melhor seguirmos a trilha, — ela opinou — mas se querem tanto um atalho podemos cortar caminho pela floresta.

Os dois encararam Jack, esperando uma resposta. Ah claro, você era o líder, você decidia.

Mary sabia melhor da área, analisou os mapas antes de virem. Sabia alguma coisa sobre o caminho. Por outro lado isso demoraria mais, e tempo era algo preocupante quando uma guerra poderia acontecer. O plano de Trevor, ou parte dele, era lógico e mais rápido, porém não muito confiável.

A probabilidade de sucesso dos dois planos era improvável, poderiam tanto ser um fracasso quanto derem certo... Talvez fosse melhor irem pela trilha, mas demoraria demais... Duas longas e tediosas semanas de caminhada...

Jack respirou fundo antes de tomar sua decisão.

Continua depois da publicidade
  • — Vamos sair da trilha e cortar caminho, mas vamos deixar alguma marca nas árvores se precisarmos voltar.
  • — Vamos tentar com o teletransporte, se não der certo voltamos para a trilha ou vamos pela floresta, depende de onde iremos parar.

Cena 20

— Não há nenhum atalho? — perguntou olhando para o mapa, de fato não mostrava nenhum outro caminho até Liblank.

— Não, nada. — Mary respondeu primeiro — Mas... Poderíamos cortar caminho pela floresta, mas o mapa não adiantaria e vamos ter que usar o GPS desses Dispositivos. É arriscado e pode demorar ainda mais.

— Na verdade, tem outro atalho também. — Trevor estava encostado em uma árvore, as duas se viraram — Jackie pode se teletransportar, não pode? E se...

— Não. Quer dizer eu posso, mas não agora. — a garota lembrou-se do aviso de Dean — Dizem que as muralhas de Liblank tem um feitiço que impede qualquer poder, chegar perto delas usando-os pode te matar.

— Além disso, a distância daqui até o outro acampamento é enorme. — a Julliet concluiu sem levantar os olhos do mapa — Uma distância dessas pode deixar Jackie esgotada, e como ainda ela teria que levar nos dois junto isso poderia matá-la.

— Ok, ok. Já entendi, o meu plano é terrível!

Jackie analisou o plano de Trevor novamente enquanto encarava o chão coberto de folhas. Não, não era um plano tão terrível assim. Mary falou de longas distâncias... mas e se fossem mais curtas?...

— Se bem que podemos tentar...

A Avelly ergueu a cabeça e percebeu Mary encarando-a, ela parecia... assustada? Furiosa? Ansiosa? Talvez fossem todas essas emoções...

— Jackie! Isso vai matá-la! — alertou.

— Deixe eu falar. — a loira não argumentou mais — Podemos percorrer uma distância curta em um intervalo de tempo, será mais rápido do que ir andando e não fará mal nenhum se tiver alguma pausa.

— Jackie está certa. — Trevor concordou, para o desgosto de Mary Julliet.

— Ainda acho melhor seguirmos a trilha, — ela opinou — mas se querem tanto um atalho podemos cortar caminho pela floresta.

Os dois encararam Jackie, esperando uma resposta. Ah claro, você era a líder, você decidia.

Mary sabia melhor da área, analisou os mapas antes de virem. Sabia alguma coisa sobre o caminho. Por outro lado isso demoraria mais, e tempo era algo preocupante quando uma guerra poderia acontecer. O plano de Trevor, ou parte dele, era lógico e mais rápido, porém não muito confiável.

A probabilidade de sucesso dos dois planos era improvável, poderiam tanto ser um fracasso quanto derem certo... Talvez fosse melhor irem pela trilha, mas demoraria demais... Duas longas e tediosas semanas de caminhada...

Jackie respirou fundo antes de tomar sua decisão.

Continua depois da publicidade
  • — Vamos sair da trilha e cortar caminho, mas vamos deixar alguma marca nas árvores se precisarmos voltar.
  • — Vamos tentar com o teletransporte, se não der certo voltamos para a trilha ou vamos pela floresta, depende de onde iremos parar.

Cena 21

— Tem certeza mesmo? — Mary insistiu, ainda preocupada.

— Quanto o mais rápido essa missão acabar, melhor. — o Avelly deu de ombros — E eu sei usar os meus poderes, não se preocupe.

Mary ainda não estava convencida, mas não quis argumentar mais nada, não adiantaria.

Quando a discussão sobre os atalhos começou, haviam parado de andar no meio da trilha onde, parando para analisar, era uma parte alta do lugar. Jack não conhecia aquelas colinas, as árvores daquele lado do muro eram novidades, a cidade de Green Walls já era diferente, ainda mais agora, vista de longe... Como poderia se teletransportar num ambiente que mal conhecia?

Três...

Fechou os olhos, se concentrando em qualquer e todo barulho da floresta. Suas mãos formigaram, talvez porque iria se esforçar bastante. A maior preocupação ainda era se não conseguisse se teletransportar para onde deveria ou... Ah, não vamos pensar nisso agora! Conseguiu no acampamento, conseguirá aqui!

Dois...

Tudo estava silencioso, nem os pássaros faziam mais barulho. Jack permaneceu de olhos fechados, e o barulho da cachoeira pode ser ouvido. Isso deveria ser impossível, já haviam passado dela... Espera, lá não era o sul?

Um.

E Jack abriu os olhos. Analisou, com receio, o lugar onde agora se encontrava.

⊶•⊷⊶•⊷⊶•⊷⊶•⊷⊶•⊷⊶•⊷

A cachoeira podia ser ouvida, mas não vista. A caverna era úmida e fria, onde os mínimos barulhos ecoavam, no caso, a respiração do monstro.

Mary estava no seu lado direito, parecia desesperada agora e zangada. Não falou nada, e ninguém podia, com o medo da criatura acordar. Trevor também estava assustado, à esquerda, permanecia em silêncio e encarava as paredes, procurando uma saída. Jack não ouvia nada além das batidas do coração e da respiração da criatura em sua frente.

Um enorme, reforçando a palavra enorme, tigre estava deitado no centro da caverna, que deveria ser a casa dele. Era branco como a neve, mas as listras tinham um tom azul-neon e o focinho era verde-limão. Seu pelo brilhava e soltava faíscas, a cada respirada um raio de eletricidade pairava sobre o focinho do enorme felino.
Bonitinho, não? O bichano era bem bonito, de fato. Arrisco até a dizer que é mais belo do que eu...

Mas não importa a beleza dele agora, ainda estamos na "casa" dele, lembra-se leitor? Ótimo, agora podemos, por favor, sair daqui?

Mary apontou para a claridade que vinha pela brecha da caverna, havia uma pequena passarela até lá. Como duas paredes um pouco curvadas, uma brecha espreitava e a luz entrava pela caverna. Felizmente o espaço estava limpo até lá... era a saída mais rápida. A parte ruim era que ficava a quase dois metros do chão.

A Julliet, como estava na frente, foi a primeira que atravessou o pequeno corredor. Pegou um impulso numa pedra mais alta e alcançou o topo, com uma mão. Logo Mary escalou até a saída e estava do lado de fora, arfando.

A loira, assim que mais recuperada, voltou-se para os dois prisioneiros da caverna antes de assentir, lhe encorajando. Era a sua vez.

Jack tentou repetir os movimentos, mas não deu muito certo. Quando a mão tocou o telhado de pedras acabou escorregando e soltando um meio grito (se é que meios gritos existem...). Antes que se pergunte, não caiu, as mãos de Mary seguraram as suas e Jack permaneceu a uma certa altura do chão.

Ergueu os olhos para cima e Mary negou, apontando com a cabeça para o mostro dormindo no outro canto da caverna. "Não faça nenhum barulho."

Com ajuda da loira, Jack saiu da caverna. A floresta desse lado parecia mais... antiga? É, acho que posso falar assim. As árvores eram, definitivamente, mais velhas e maiores do que as do outro lado do vale.

O Avelly ouviu um baque surto de dentro da caverna, seguido por um resmungo e um pequeno barulho de pedrinhas no chão, depressa voltou sua atenção para Trevor, estatelado no chão da caverna. Mary fazia sinal para ele levantar depressa enquanto uma orelha do tigre se levantou.

Droga. Aquele bicho acordaria por que alguém caiu, mas não por que uma pessoa gritou? Isso é sério!? Ou é apenas o fato de Trevor Yooance ser um grande azarado?

Mas não aconteceu mais nada, o bichano permaneceu dormindo. Trevor conseguiu sair, com ajuda dos dois outros campistas, e agora os três se viam fora da caverna.

— Conseguimos! — Trevor sorriu, acabado.

— Esse não vai ser o maior desafio que vamos enfrentar. — Mary suspirou, não parecia contente com as próprias palavras.

Continua depois da publicidade
  • — O que era aquilo aliás? — Jack perguntou, encarando novamente o animal adormecido.

Cena 22

— Tem certeza mesmo? — Mary insistiu, ainda preocupada.

— Quanto o mais rápido essa missão acabar, melhor. — a Avelly deu de ombros — E eu sei usar os meus poderes, não se preocupe.

Mary ainda não estava convencida, mas não quis argumentar mais nada, não adiantaria.

Quando a discussão sobre os atalhos começou, haviam parado de andar no meio da trilha onde, parando para analisar, era uma parte alta do lugar. Jackie não conhecia aquelas colinas, as árvores daquele lado do muro eram novidades, a cidade de Green Walls já era diferente, ainda mais agora, vista de longe... Como poderia se teletransportar num ambiente que mal conhecia?

Três...

Fechou os olhos, se concentrando em qualquer e todo barulho da floresta. Suas mãos formigaram, talvez porque iria se esforçar bastante. A maior preocupação ainda era se não conseguisse se teletransportar para onde deveria ou... Ah, não vamos pensar nisso agora! Conseguiu no acampamento, conseguirá aqui!

Dois...

Tudo estava silencioso, nem os pássaros faziam mais barulho. Jackie permaneceu de olhos fechados, e o barulho da cachoeira pode ser ouvido. Isso deveria ser impossível, já haviam passado dela... Espera, lá não era o sul?

Um.

E Jackie abriu os olhos. Analisou, com receio, o lugar onde agora se encontrava.

⊶•⊷⊶•⊷⊶•⊷⊶•⊷⊶•⊷⊶•⊷

A cachoeira podia ser ouvida, mas não vista. A caverna era úmida e fria, onde os mínimos barulhos ecoavam, no caso, a respiração do monstro.

Mary estava no seu lado direito, parecia desesperada agora e zangada. Não falou nada, e ninguém podia, com o medo da criatura acordar. Trevor também estava assustado, à esquerda, permanecia em silêncio e encarava as paredes, procurando uma saída. Jackie não ouvia nada além das batidas do coração e da respiração da criatura em sua frente.

Um enorme, reforçando a palavra enorme, tigre estava deitado no centro da caverna, que deveria ser a casa dele. Era branco como a neve, mas as listras tinham um tom azul-neon e o focinho era verde-limão. Seu pelo brilhava e soltava faíscas, a cada respirada um raio de eletricidade pairava sobre o focinho do enorme felino.
Bonitinho, não? O bichano era bem bonito, de fato. Arrisco até a dizer que é mais belo do que eu...

Mas não importa a beleza dele agora, ainda estamos na "casa" dele, lembra-se leitor? Ótimo, agora podemos, por favor, sair daqui?

Mary apontou para a claridade que vinha pela brecha da caverna, havia uma pequena passarela até lá. Como duas paredes um pouco curvadas, uma brecha espreitava e a luz entrava pela caverna. Felizmente o espaço estava limpo até lá... era a saída mais rápida. A parte ruim era que ficava a quase dois metros do chão.

A Julliet, como estava na frente, foi a primeira que atravessou o pequeno corredor. Pegou um impulso numa pedra mais alta e alcançou o topo, com uma mão. Logo Mary escalou até a saída e estava do lado de fora, arfando.

A loira, assim que mais recuperada, voltou-se para os dois prisioneiros da caverna antes de assentir, lhe encorajando. Era a sua vez.

Jackie tentou repetir os movimentos, mas não deu muito certo. Quando a mão tocou o telhado de pedras acabou escorregando e soltando um meio grito (se é que meios gritos existem...). Antes que se pergunte, não caiu, as mãos de Mary seguraram as suas e Jackie permaneceu a uma certa altura do chão.

Ergueu os olhos para cima e Mary negou, apontando com a cabeça para o mostro dormindo no outro canto da caverna. "Não faça nenhum barulho."

Com ajuda da loira, Jackie saiu da caverna. A floresta desse lado parecia mais... antiga? É, acho que posso falar assim. As árvores eram, definitivamente, mais velhas e maiores do que as do outro lado do vale.

A Avelly ouviu um baque surto de dentro da caverna, seguido por um resmungo e um pequeno barulho de pedrinhas no chão, depressa voltou sua atenção para Trevor, estatelado no chão da caverna. Mary fazia sinal para ele levantar depressa enquanto uma orelha do tigre se levantou.

Droga. Aquele bicho acordaria por que alguém caiu, mas não por que uma pessoa gritou? Isso é sério!? Ou é apenas o fato de Trevor Yooance ser um grande azarado?

Mas não aconteceu mais nada, o bichano permaneceu dormindo. Trevor conseguiu sair, com ajuda das duas outras campistas, e agora os três se viam fora da caverna.

— Conseguimos! — Trevor sorriu, acabado.

— Esse não vai ser o maior desafio que vamos enfrentar. — Mary suspirou, não parecia contente com as próprias palavras.

Continua depois da publicidade
  • — O que era aquilo aliás? — Jackie perguntou, encarando novamente o animal adormecido.

Cena 23

— Um Elictral, — Mary explicou, buscando o mapa novamente — monstros que atraem qualquer tipo de energia, inclusive a energia dos poderes. É como um imã, por isso viemos parar aqui. Droga, essa floresta é infestada deles! Sem teletransporte então.

— Então vamos seguir o seu plano. — Jack se levantou da grama e olhou em volta — Tem alguma ideia de onde estamos?

— Pelo barulho de cachoeira, é o Rio Breker. — a loira andou até um emaranhado de árvores e afastou alguns cipós, mostrando uma cachoeira grande e alta alguns metros afrente — Podemos seguir o percurso dele que voltaremos para a trilha, o problema é que aqui é o sul, voltamos quase para a estaca zero. Não podemos usar teletransporte, ou vamos sempre acabar numa toca de um elictral.

— Como nós vamos descobrir para que lado vamos? — Trevor também se levantou do chão.

— Esse é o problema, eu não sei. — Mary suspirou.

Jack mordeu o lábio enquanto pensava. Tinha que ter um jeito.

Os Dispositivos podiam ser úteis, mas não era confiável. Ainda sim era melhor do que se perderam numa floresta cheia de monstros. Tiveram sorte de terem encontrado um elictral dormindo, era pavoroso imaginar o que ele faria se acordasse.

O Avelly olhou de Trevor para Mary, que o encaravam atrás de um plano. A cena iria se repetir bastante daqui para frente, pois quem liderava era você. Isso não estava certo, Jack não pensava em planos, muito menos liderava! Por que ele tinha que ser o líder?

— Vamos usar os dispositivos. — disse sério — Sei que não são muito confiáveis, mas não quero correr o risco de nos perdermos de novo. Assim que voltarmos para a trilha, não vamos mais sair dela. Viemos parar na caverna de um monstro cortando caminho, então planos descartados.

Os dois outros confirmaram com a cabeça, mesmo que não demonstrassem estar muito convencidos do plano.

Mary pegou pôs a mochila no chão e vasculhou-a até encontrar o broche que lhe pertencia, pressionando a marca de Kenuet no centro para a janela holográfica aparecer.
E , como esperado, o quadrado azul e brilhante surgiu em frente aos olhos dos três. A loira abriu o GPS e analisou o mapa, agora com outras rotas e rascunhos.

— Quanto o mais rápido essa missão acabar, melhor. — o Avelly a encarou — Você sabe os caminhos bem, consegue nos guiar pela floresta, não consegue?

— Eu... acho que sim. — a garota ainda não estava convencida. Fitava o novo mapa com receio.

Mary deu mais um zoom no mapa e pôs o broche no chão, podendo assim apontar para qualquer lugar na imagem.

— Estamos mais ou menos nesse ponto do mapa. — disse marcando um lugar no meio da floresta, perto do rio, e andando conforme explicava — Seguindo esse caminho, por aqui... chegaremos onde queremos. — os rascunhos da garota chegaram a um ponto do mapa demarcado como os Três Pinheiros — Podemos seguir uma parte da Trilha até aqui — outra linha foi traçada pela floresta — Cortaremos mais doze ou quinze quilômetros assim, e poderíamos cortar vinte se quiserem passar pelo pântano.

— O que tem de tão ruim no pântano? — Trevor perguntou apontando para a caveira no canto do mapa, ela indicava o dito pântano.

— Lar dos piores monstros. — Mary suspirou — Poderíamos passar pelo Acampamento Quenay, assim cortaríamos ainda mais caminho e seria mais rápido, mas Aluen o tomou como fortaleza.

Uma pausa. Jack ainda analisava os caminhos. O rio passava cortando a maior parte do caminho por todo o mapa.

— Não podemos pegar o Rio Breker?

Mary negou com a cabeça.

— Seria uma ótima ideia, mas a correnteza no outono segue ao sul.

— Correntezas não mudam de direção. — o Avelly encarou a loira, que sorria. — Já entendi, em Akgarot mudam.

— Não em toda Akgarot. Apenas o rio Breker.

— O Breker passa por Quenay... não passa? — Trevor começou a desenhar no mapa também — Olhem esse ponto do mapa, são as embarcações. — o garoto circulou o desenho de três barcos perto do ponto de Quenay — Se Aluen atacou Quenay em breve pretende acatar o porto...

— Mas... — Mary cortou Trevor e deu um voltar nos desenhos — Nossa missão não tem a ver com Aluen, estamos indo para Liblank, no norte, e Quenay fica ao oeste.

— Sim, eu sei geografia. Mas não acham que poderíamos monitorar quem navega? O espião pode ir de Kenuet até Quenay pelo rio...

— Como sabe do espião? — Jack cortou a fala do campista — A informação é restrita para os líderes e vice-líderes, você não é nenhum deles.

A Julliet olhou de Jack para Trevor, que ficou sem argumentos por um momento. Você percebeu a mão de Mary escorregar para seu cinto, até a bainha da faca. Ela seguraria a arma se precisasse.

— Vocês não acham que eu sou o espião também, acham? — Trevor finalmente falou algo.

— Como assim "também"? — Mary perguntou seca, sua voz soou como um chicote.

— Collister — o garoto a encarou — Ele já fez um interrogatório completo para saber se eu era o espião.

Ah, que ótimo! Tyson Collister estava interrogando campistas que julgava suspeitos? Claro, por que não fazer a missão correr risco? Por que não ameaçar o espião de Aluen para ele emitir um alerta para a inimiga? Por que não, não é mesmo Collister?

Jack suspirou, tentando permanecer calmo e olhou para a outra garota. Os olhos âmbares da loira se voltaram para os seus. Mary parecia estar pensando o mesmo.

— Ele te contou o plano? — Jack perguntou voltando a fala para Trevor. Ainda estava tentando continuar indiferente.

— Não... tem um plano?

Os olhos do Avelly continuaram passando do garoto para a garota, da garota para o garoto. Mary estava com um olhar mortal estampado no rosto enquanto os pensamentos não estavam na terra, estava enfurecida.

— Acho que ele deveria saber. — disse para Jack, mesmo que encarasse Trevor — Se vamos ir juntos para Liblank precisamos confiar uns nos outros.

Continua depois da publicidade
  • Avançar

Cena 24

— Um Elictral, — Mary explicou, buscando o mapa novamente — monstros que atraem qualquer tipo de energia, inclusive a energia dos poderes. É como um imã, por isso viemos parar aqui. Droga, essa floresta é infestada deles! Sem teletransporte então.

— Então vamos seguir o seu plano. — Jackie se levantou da grama e olhou em volta — Tem alguma ideia de onde estamos?

— Pelo barulho de cachoeira, é o Rio Breker. — a loira andou até um emaranhado de árvores e afastou alguns cipós, mostrando uma cachoeira grande e alta alguns metros afrente — Podemos seguir o percurso dele que voltaremos para a trilha, o problema é que aqui é o sul, voltamos quase para a estaca zero. Não podemos usar teletransporte, ou vamos sempre acabar numa toca de um elictral.

— Como nós vamos descobrir para que lado vamos? — Trevor também se levantou do chão.

— Esse é o problema, eu não sei. — Mary suspirou.

Jackie mordeu o lábio enquanto pensava. Tinha que ter um jeito.

Os Dispositivos podiam ser úteis, mas não era confiável. Ainda sim era melhor do que se perderam numa floresta cheia de monstros. Tiveram sorte de terem encontrado um elictral dormindo, era pavoroso imaginar o que ele faria se acordasse.

A Avelly olhou de Trevor para Mary, que a encaravam atrás de um plano. A cena iria se repetir bastante daqui para frente, pois quem liderava era você. Isso não estava certo, Jackie não pensava em planos, muito menos liderava! Por que ela tinha que ser a líder?

— Vamos usar os dispositivos. — disse séria — Sei que não são muito confiáveis, mas não quero correr o risco de nos perdermos de novo. Assim que voltarmos para a trilha, não vamos mais sair dela. Viemos parar na caverna de um monstro cortando caminho, então planos descartados.

Os dois outros confirmaram com a cabeça, mesmo que não demonstrassem estar muito convencidos do plano.

Mary pegou pôs a mochila no chão e vasculhou-a até encontrar o broche que lhe pertencia, pressionando a marca de Kenuet no centro para a janela holográfica aparecer.
E , como esperado, o quadrado azul e brilhante surgiu em frente aos olhos dos três. A loira abriu o GPS e analisou o mapa, agora com outras rotas e rascunhos.

— Quanto o mais rápido essa missão acabar, melhor. — a Avelly a encarou — Você sabe os caminhos bem, consegue nos guiar pela floresta, não consegue?

— Eu... acho que sim. — a garota ainda não estava convencida. Fitava o novo mapa com receio.

Mary deu mais um zoom no mapa e pôs o broche no chão, podendo assim apontar para qualquer lugar na imagem.

— Estamos mais ou menos nesse ponto do mapa. — disse marcando um lugar no meio da floresta, perto do rio, e andando conforme explicava — Seguindo esse caminho, por aqui... chegaremos onde queremos. — os rascunhos da garota chegaram a um ponto do mapa demarcado como os Três Pinheiros — Podemos seguir uma parte da Trilha até aqui — outra linha foi traçada pela floresta — Cortaremos mais doze ou quinze quilômetros assim, e poderíamos cortar vinte se quiserem passar pelo pântano.

— O que tem de tão ruim no pântano? — Trevor perguntou apontando para a caveira no canto do mapa, ela indicava o dito pântano.

— Lar dos piores monstros. — Mary suspirou — Poderíamos passar pelo Acampamento Quenay, assim cortaríamos ainda mais caminho e seria mais rápido, mas Aluen o tomou como fortaleza.

Uma pausa. Jackie ainda analisava os caminhos. O rio passava cortando a maior parte do caminho por todo o mapa.

— Não podemos pegar o Rio Breker?

Mary negou com a cabeça.

— Seria uma ótima ideia, mas a correnteza no outono segue ao sul.

— Correntezas não mudam de direção. — a Avelly encarou a loira, que sorria. — Já entendi, em Akgarot mudam.

— Não em toda Akgarot. Apenas o rio Breker.

— O Breker passa por Quenay... não passa? — Trevor começou a desenhar no mapa também — Olhem esse ponto do mapa, são as embarcações. — o garoto circulou o desenho de três barcos perto do ponto de Quenay — Se Aluen atacou Quenay em breve pretende acatar o porto...

— Mas... — Mary cortou Trevor e deu um voltar nos desenhos — Nossa missão não tem a ver com Aluen, estamos indo para Liblank, no norte, e Quenay fica ao oeste.

— Sim, eu sei geografia. Mas não acham que poderíamos monitorar quem navega? O espião pode ir de Kenuet até Quenay pelo rio...

— Como sabe do espião? — Jackie cortou a fala do campista — A informação é restrita para os líderes e vice-líderes, você não é nenhum deles.

A Julliet olhou de Jackie para Trevor, que ficou sem argumentos por um momento. Você percebeu a mão de Mary escorregar para seu cinto, até a bainha da faca. Ela seguraria a arma se precisasse.

— Vocês não acham que eu sou o espião também, acham? — Trevor finalmente falou algo.

— Como assim "também"? — Mary perguntou seca, sua voz soou como um chicote.

— Collister — o garoto a encarou — Ele já fez um interrogatório completo para saber se eu era o espião.

Ah, que ótimo! Tyson Collister estava interrogando campistas que julgava suspeitos? Claro, por que não fazer a missão correr risco? Por que não ameaçar o espião de Aluen para ele emitir um alerta para a inimiga? Por que não, não é mesmo Collister?

Jackie suspirou, tentando permanecer calma e olhou para a outra garota. Os olhos âmbares da loira se voltaram para os seus. Mary parecia estar pensando o mesmo.

— Ele te contou o plano? — Jackie perguntou voltando a fala para Trevor. Ainda estava tentando continuar indiferente.

— Não... tem um plano?

Os olhos da Avelly continuaram passando do garoto para a garota, da garota para o garoto. Mary estava com um olhar mortal estampado no rosto enquanto os pensamentos não estavam na terra, estava enfurecida.

— Acho que ele deveria saber. — disse para Jackie, mesmo que encarasse Trevor — Se vamos ir juntos para Liblank precisamos confiar uns nos outros.

Continua depois da publicidade
  • Avançar

Cena 25

— Tem certeza mesmo que querem pegar um atalho? — Mary insistiu, ainda preocupada. — Não é melhor permanecermos na trilha?

— Quanto o mais rápido essa missão acabar, melhor. — o Avelly a encarou — Você sabe os caminhos bem, consegue nos guiar pela floresta, não consegue?

— Eu... acho que sim. — a garota ainda não estava convencida.

Mary encarou mais uma vez o mapa ainda aberto em suas mãos e o estendeu no chão, de forma que todos pudessem observa-lo, pegou uma caneta do bolso da mochila e começou a traçar um caminho no mapa.

— Estamos mais ou menos nesse ponto do mapa. — disse marcando o lugar na trilha — Seguindo a trilha levaremos uns sessenta quilômetros até os Três Pinheiros, mas se cortarmos caminho por aqui... teremos caminhado dez quilômetros a menos. — os rascunhos da loira chegaram a um ponto do mapa demarcado como os Três Pinheiros — Podemos seguir uma parte da Trilha até aqui — outra linha foi traçada pela floresta — Cortaremos mais doze ou quinze quilômetros assim, e poderíamos cortar vinte se quiserem passar pelo pântano.

— O que tem de tão ruim no pântano? — Trevor perguntou apontando para a caveira no canto do mapa, ela indicava o dito pântano.

— Lar dos piores monstros. — Mary suspirou — Poderíamos passar pelo Acampamento Quenay, assim cortaríamos ainda mais caminho e seria mais rápido, mas Aluen o tomou como fortaleza.

Uma pausa. Jack ainda analisava os caminhos. O rio passava cortando a maior parte do caminho por todo o mapa.

— Não podemos pegar o Rio Breker?

Mary negou com a cabeça.

— Seria uma ótima ideia, mas a correnteza no outono segue ao sul.

— Correntezas não mudam de direção. — o Avelly encarou a loira, que sorria. — Já entendi, em Akgarot mudam.

— Não em toda Akgarot. Apenas o rio Breker.

— O Breker passa por Quenay... não passa? — Trevor pegou a caneta da mão de Mary — Olhem esse ponto do mapa, são as embarcações. — o garoto circulou o desenho de três barcos perto do ponto de Quenay — Se Aluen atacou Quenay em breve pretende acatar o porto...

— Mas... — Mary pegou de volta sua caneta da mão de Trevor — Nossa missão não tem a ver com Aluen, estamos indo para Liblank, no norte, e Quenay fica ao oeste.

— Sim, eu sei geografia. Mas não acham que poderíamos monitorar quem navega? O espião pode ir de Kenuet até Quenay pelo rio...

— Como sabe do espião? — Jack cortou a fala do campista — A informação é restrita para os líderes e vice-líderes, você não é nenhum deles.

A Julliet olhou de Jack para Trevor, que ficou sem argumentos por um momento. Você percebeu a mão de Mary escorregar para seu cinto, até a bainha da faca. Ela seguraria a arma se precisasse.

— Vocês não acham que eu sou o espião também, acham? — Trevor finalmente falou algo.

— Como assim "também"? — Mary perguntou seca, sua voz soou como um chicote.

— Collister — o garoto a encarou — Ele já fez um interrogatório completo para saber se eu era o espião.

Ah, que ótimo! Tyson Collister estava interrogando campistas que julgava suspeitos? Claro, por que não fazer a missão correr risco? Por que não ameaçar o espião de Aluen para ele emitir um alerta para a inimiga? Por que não, não é mesmo Collister?

Jack respirou fundo, tentando permanecer calma e olhou para a outra garota. Os olhos âmbares da loira se voltaram para os seus. Mary parecia estar pensando o mesmo.

— Ele te contou o plano? — Jack perguntou voltando a fala para Trevor. Ainda estava tentando continuar indiferente.

— Não... tem um plano?

Os olhos do Avelly continuaram passando do garoto para a garota, da garota para o garoto. Mary estava com um olhar mortal estampado no rosto enquanto os pensamentos não estavam na terra, estava enfurecida.

— Acho que ele deveria saber. — disse para Jack, mesmo que encarasse Trevor — Se vamos ir juntos para Liblank precisamos confiar uns nos outros.

Continua depois da publicidade
  • Avançar

Cena 26

— Tem certeza mesmo que querem pegar um atalho? — Mary insistiu, ainda preocupada. — Não é melhor permanecermos na trilha?

— Quanto o mais rápido essa missão acabar, melhor. — a Avelly a encarou — Você sabe os caminhos bem, consegue nos guiar pela floresta, não consegue?

— Eu... acho que sim. — a garota ainda não estava convencida.

Mary encarou mais uma vez o mapa ainda aberto em suas mãos e o estendeu no chão, de forma que todos pudessem observa-lo, pegou uma caneta do bolso da mochila e começou a traçar um caminho no mapa.

— Estamos mais ou menos nesse ponto do mapa. — disse marcando o lugar na trilha — Seguindo a trilha levaremos uns sessenta quilômetros até os Três Pinheiros, mas se cortarmos caminho por aqui... teremos caminhado dez quilômetros a menos. — os rascunhos da loira chegaram a um ponto do mapa demarcado como os Três Pinheiros — Podemos seguir uma parte da Trilha até aqui — outra linha foi traçada pela floresta — Cortaremos mais doze ou quinze quilômetros assim, e poderíamos cortar vinte se quiserem passar pelo pântano.

— O que tem de tão ruim no pântano? — Trevor perguntou apontando para a caveira no canto do mapa, ela indicava o dito pântano.

— Lar dos piores monstros. — Mary suspirou — Poderíamos passar pelo Acampamento Quenay, assim cortaríamos ainda mais caminho e seria mais rápido, mas Aluen o tomou como fortaleza.

Uma pausa. Jackie ainda analisava os caminhos. O rio passava cortando a maior parte do caminho por todo o mapa.

— Não podemos pegar o Rio Breker?

Mary negou com a cabeça.

— Seria uma ótima ideia, mas a correnteza no outono segue ao sul.

— Correntezas não mudam de direção. — a Avelly encarou a loira, que sorria. — Já entendi, em Akgarot mudam.

— Não em toda Akgarot. Apenas o rio Breker.

— O Breker passa por Quenay... não passa? — Trevor pegou a caneta da mão de Mary — Olhem esse ponto do mapa, são as embarcações. — o garoto circulou o desenho de três barcos perto do ponto de Quenay — Se Aluen atacou Quenay em breve pretende acatar o porto...

— Mas... — Mary pegou de volta sua caneta da mão de Trevor — Nossa missão não tem a ver com Aluen, estamos indo para Liblank, no norte, e Quenay fica ao oeste.

— Sim, eu sei geografia. Mas não acham que poderíamos monitorar quem navega? O espião pode ir de Kenuet até Quenay pelo rio...

— Como sabe do espião? — Jackie cortou a fala do campista — A informação é restrita para os líderes e vice-líderes, você não é nenhum deles.

A Julliet olhou de Jackie para Trevor, que ficou sem argumentos por um momento. Você percebeu a mão de Mary escorregar para seu cinto, até a bainha da faca. Ela seguraria a arma se precisasse.

— Vocês não acham que eu sou o espião também, acham? — Trevor finalmente falou algo.

— Como assim "também"? — Mary perguntou seca, sua voz soou como um chicote.

— Collister — o garoto a encarou — Ele já fez um interrogatório completo para saber se eu era o espião.

Ah, que ótimo! Tyson Collister estava interrogando campistas que julgava suspeitos? Claro, por que não fazer a missão correr risco? Por que não ameaçar o espião de Aluen para ele emitir um alerta para a inimiga? Por que não, não é mesmo Collister?

Jackie suspirou, tentando permanecer calma e olhou para a outra gartoa. Os olhos âmbares da loira se voltaram para os seus. Mary parecia estar pensando o mesmo.

— Ele te contou o plano? — Jackie perguntou voltando a fala para Trevor. Ainda estava tentando continuar indiferente.

— Não... tem um plano?

Os olhos da Avelly continuaram passando do garoto para a garota, da garota para o garoto. Mary estava com um olhar mortal estampado no rosto enquanto os pensamentos não estavam na terra, estava enfurecida.

— Acho que ele deveria saber. — disse para Jackie, mesmo que encarasse Trevor — Se vamos ir juntos para Liblank precisamos confiar uns nos outros.

Continua depois da publicidade
  • Avançar

Cena 27

Você esperou que Mary começasse contando tudo, como costumava fazer, mas a garota permaneceu em silêncio, levantando apenas a cabeça e encarando Jackie. Ela não falaria nada sobre o plano, era você quem faria isso.
Jackie suspirou e encarou Trevor, ainda muito confuso.

— Depois do incêndio Collister convocou uma reunião para discutir um plano e o assunto dos espiões. — começou — O plano dele em si é... — a garota demorou para pensar na palavra, deixando um sorriso escapar — É terrível. Ele quer que, além de entregarmos a carta ao diretor de Liblank, vamos atrás de alguma pista sobre Aluen e o plano dela, alguma coisa que ajude a descobrir quem é o espião.

— E como vamos fazer isso? Ele não falou mais nada?

— Nada. — foi Mary quem respondeu — Mas acho que sei onde podemos procurar, talvez Liblank tenha algum registro ou mesmo o Conselho tenha. O problema seria chegar até essas informações...

Os três analisaram o mapa em silêncio por mais um tempo antes da loira se levantar da grama e guardá-lo na mochila.

— Vamos começar a andar, ou não chegaremos a lugar algum. — disse, e foi definitivo.

•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.

As palavras da loira ainda pairavam na cabeça de Jackie, e ecoavam. Uma informação importante... Isso te lembrou a mensagem que recebera de Taylor, a muito tempo atrás.
Sua irmã disse que vinha fazendo pesquisas relacionadas aos pais, e pelo o que entendeu da organização akgaroteriana, isso era restrito somente ao Conselho da Sociedade.

— Quem pode mesmo ter acesso à esses dados? — perguntou enquanto andavam — Além dos líderes do Conselho.

Mary ficou em silêncio enquanto pensava na resposta. A garota ia na frente, por isso não pôde ver sua expressão.

— Minha mãe certa vez falou dos Secretos, são basicamente agentes secretos no mundo não mágico. Eles tem acesso a tudo registrado no passado e geralmente são organizados em equipes, se encontrarmos uma dessas equipes e eles aceitassem nos ajudar... Mas jamais passariam dados secretos à três campistas.

Os Secretos... no mundo não mágico... com acesso a informações guardadas a sete chaves... Taylor, o que você fez? Por que exatamente voltou para Savalha (se é que voltou)?

Só então Jackie olhou para o céu, já era a tardinha. Não estava na hora do sol se por, não ainda, mas tarde o suficiente para eles. O lugar onde se encontravam, uma clareira, foi perfeito para as próximas ordens.

— Vamos parar por aqui e acampar. — a líder da missão disse, Trevor suspirou aliviado — Ainda não caminhamos muito mas já é um tanto no mapa.

Era uma clareira esquisita por onde passavam, algumas árvores estavam caídas no chão e outras jogadas ao redor do circulo. Em especial, dois troncos estavam postos ao redor de um circulo de cinzas.
Era como se alguém já tivesse acampado ali... E posso dizer que era ainda mais suspeita a trilha que vinha da floresta, onde os galhos e folhas das árvores mais baixas tivessem sido cortados com um instrumento afiado, como se alguém tivesse passado cortando caminho por ali...

Mas Jackie não notou isso, continuava ocupada pensando em Taylor. Havia ouvido-a comentar, antes de ir embora, que tinha um novo emprego, era disso que estava falando, dos Secretos?

Continua depois da publicidade
  • *.*

Cena 28

Você esperou que Mary começasse contando tudo, como costumava fazer, mas a garota permaneceu em silêncio, levantando apenas a cabeça e encarando Jack. Ela não falaria nada sobre o plano, era você quem faria isso.
Jack suspirou e encarou Trevor, ainda muito confuso.

— Depois do incêndio Collister convocou uma reunião para discutir um plano e o assunto dos espiões. — começou — O plano dele em si é... — o garoto demorou para pensar na palavra, deixando um sorriso escapar — É terrível. Ele quer que, além de entregarmos a carta ao diretor de Liblank, vamos atrás de alguma pista sobre Aluen e o plano dela, alguma coisa que ajude a descobrir quem é o espião.

— E como vamos fazer isso? Ele não falou mais nada?

— Nada. — foi Mary quem respondeu — Mas acho que sei onde podemos procurar, talvez Liblank tenha algum registro ou mesmo o Conselho tenha. O problema seria chegar até essas informações...

Os três analisaram o mapa em silêncio por mais um tempo antes da loira se levantar da grama e guardá-lo na mochila.

— Vamos começar a andar, ou não chegaremos a lugar algum. — disse, e foi definitivo.

•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.

As palavras da loira ainda pairavam na cabeça de Jack, e ecoavam. Uma informação importante... Isso te lembrou a mensagem que recebera de Taylor, a muito tempo atrás.
Sua irmã disse que vinha fazendo pesquisas relacionadas aos pais, e pelo o que entendeu da organização akgaroteriana, isso era restrito somente ao Conselho da Sociedade.

— Quem pode mesmo ter acesso à esses dados? — perguntou enquanto andavam — Além dos líderes do Conselho.

Mary ficou em silêncio enquanto pensava na resposta. A garota ia na frente, por isso não pôde ver sua expressão.

— Minha mãe certa vez falou dos Secretos, são basicamente agentes secretos no mundo não mágico. Eles tem acesso a tudo registrado no passado e geralmente são organizados em equipes, se encontrarmos uma dessas equipes e eles aceitassem nos ajudar... Mas jamais passariam dados secretos à três campistas.

Os Secretos... no mundo não mágico... com acesso a informações guardadas a sete chaves... Taylor, o que você fez? Por que exatamente voltou para Savalha (se é que voltou)?

Só então Jack olhou para o céu, já era a tardinha. Não estava na hora do sol se por, não ainda, mas tarde o suficiente para eles. O lugar onde se encontravam, uma clareira, foi perfeito para as próximas ordens.

— Vamos parar por aqui e acampar. — o líder da missão disse, Trevor suspirou aliviado — Ainda não caminhamos muito mas já é um tanto no mapa.

Era uma clareira esquisita por onde passavam, algumas árvores estavam caídas no chão e outras jogadas ao redor do circulo. Em especial, dois troncos estavam postos ao redor de um circulo de cinzas.
Era como se alguém já tivesse acampado ali... E posso dizer que era ainda mais suspeita a trilha que vinha da floresta, onde os galhos e folhas das árvores mais baixas tivessem sido cortados com um instrumento afiado, como se alguém tivesse passado cortando caminho por ali...

Mas Jack não nada notou disso, continuava ocupado pensando em Taylor. Havia ouvido-a comentar, antes de ir embora, que tinha um novo emprego, era disso que estava falando, dos Secretos?

Continua depois da publicidade
  • *.*

Cena 29

Uma pequena fogueira foi acesa no centro do círculo de troncos velhos e caídos, que estavam afastados o suficiente para nenhuma faísca saltar e queimá-los. O sol estava nos seus últimos momentos naquele dia e algumas estrelinhas apressadas já surgiam no céu, a floresta começou a ficar mais escura sombria.
Os três campistas encaravam as labaredas do fogo, cada um sentado num tronco diferente do círculo. Ninguém havia falado nada após acenderem o fogo.

Ninguém parecia ter se lembrado de trazer alguma barraca, nem mesmo Mary, que estava sempre preparada para tudo. Por isso cada um teria que dormir no seu canto, ao redor da fogueira.
Se os Dispositivos pudessem se transformar em barracas seria bastante útil, mas aquelas medalhas esquisitas só serviam para atrapalhar mesmo. Além do GPS haviam poucas coisas que poderiam usar na missão.

Assim que as luzes alaranjadas do sol anunciaram sua partida, um barulho semelhante a de um trovão ecoou pela lugar, mas não havia nenhuma nuvem no céu.

— São elictrais, têm hábitos noturnos. — Mary disse, como se não estivesse preocupada por passar a noite na floresta cheia de criaturas que poderiam devorá-los. — Eles não vão nos encontrar, tem medo do fogo.

— E se o fogo apagar? — Trevor desafiou.

— Então estaremos perdidos. — a garota permaneceu na mesma calma — Portanto, torça para que isso não aconteça.

Ninguém falou mais nada depois disso.

•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.

Uma hora depois, nossa Avelly encontrava-se deitada no chão duro e frio da floresta, sorrindo enquanto encarava o céu. Com certeza ali podiam ser vistas mais estrelas que no acampamento, mesmo que metade estivesse oculta por causa da fogueira.
A floresta era serena e quase não ouviam-se ruídos, a não ser um ou outro crepitar do fogo ou outro rugido de algum elictral.

Pelo silêncio da parte de Trevor, ele já estava dormindo. Mas Mary permanecia sentada, com um caderno numa mão e a outra estendida sobre as páginas, lançando luzes em cores brancas para que a leitura fosse possível; volta e meia o som de páginas se virando eram ouvidas.

— Vai ficar lendo até quando? — Jackie perguntou-lhe, ainda encarando o céu.

— Não sei, vai ficar observando as estrelas até uma falar com você? — a loira rebateu a pergunta.

— Justo. — a Avelly sorriu por trás da escuridão — O que está lendo?

— O diário de Electra Overstreet. E essa garota parece odiar a Mary Julliet de 2042, por isso dói tanto achar ela genial algumas horas. Mas falando sério, Electra tem poderes totalmente diferentes dos quais eu achei que teria.

— Viajem no tempo?

— Não, esse é o curioso. Electra controla a eletricidade, assim como Violeta Vaychard.

Jackie sentou-se e encarou o rosto de Mary, a garota permanecia centrada no diário.

— Então como ela viaja no tempo?

— Nessa parte ainda não cheguei. — a loira suspirou e folheou o diário — Acho que Guinevere teve algo a ver com isso, elas parecem bastante próximas. — Mary fechou o diário — Amanhã talvez eu descubra, mas agora... — bocejou — Estou morta.

Jackie concordou com a cabeça e olhou mais uma vez para o céu, amanhã seria mais um dia como este fora, seria mesmo melhor seguir o exemplo de Trevor e ir dormir.

Deitada no seu canto leste da fogueira, sentiu os olhos pesarem. O crepitar das chamas foi a última coisa que ouviu, e então, dormiu.

Continua depois da publicidade
Você encontrou um final alternativo!
Jogue novamente pare ler os outros finais 😀

Cena 30

Uma pequena fogueira foi acesa no centro do círculo de troncos velhos e caídos, que estavam afastados o suficiente para nenhuma faísca saltar e queimá-los. O sol estava nos seus últimos momentos naquele dia e algumas estrelinhas apressadas já surgiam no céu, a floresta começou a ficar mais escura sombria.
Os três campistas encaravam as labaredas do fogo, cada um sentado num tronco diferente do círculo. Ninguém havia falado nada após acenderem o fogo.

Ninguém parecia ter se lembrado de trazer alguma barraca, nem mesmo Mary, que estava sempre preparada para tudo. Por isso cada um teria que dormir no seu canto, ao redor da fogueira.
Se os Dispositivos pudessem se transformar em barracas seria bastante útil, mas aquelas medalhas esquisitas só serviam para atrapalhar mesmo. Além do GPS haviam poucas coisas que poderiam usar na missão.

Assim que as luzes alaranjadas do sol anunciaram sua partida, um barulho semelhante a de um trovão ecoou pela lugar, mas não havia nenhuma nuvem no céu.

— São elictrais, têm hábitos noturnos. — Mary disse, como se não estivesse preocupada por passar a noite na floresta cheia de criaturas que poderiam devorá-los. — Eles não vão nos encontrar, tem medo do fogo.

— E se o fogo apagar? — Trevor desafiou.

— Então estaremos perdidos. — a garota permaneceu na mesma calma — Portanto, torça para que isso não aconteça.

Ninguém falou mais nada depois disso.

•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.•.

Uma hora depois, nosso Avelly encontrava-se deitado no chão duro e frio da floresta, sorrindo enquanto encarava o céu. Com certeza ali podiam ser vistas mais estrelas que no acampamento, mesmo que metade estivesse oculta por causa da fogueira.
A floresta era serena e quase não ouviam-se ruídos, a não ser um ou outro crepitar do fogo ou outro rugido de algum elictral.

Pelo silêncio da parte de Trevor, ele já estava dormindo. Mas Mary permanecia sentada, com um caderno numa mão e a outra estendida sobre as páginas, lançando luzes em cores brancas para que a leitura fosse possível; volta e meia o som de páginas se virando eram ouvidas.

— Vai ficar lendo até quando? — Jack perguntou-lhe, ainda encarando o céu.

— Não sei, vai ficar observando as estrelas até uma falar com você? — a loira rebateu a pergunta.

— Justo. — o Avelly sorriu por trás da escuridão — O que está lendo?

— O diário de Electra Overstreet. E essa garota parece odiar a Mary Julliet de 2042, por isso dói tanto achar ela genial algumas horas. Mas falando sério, Electra tem poderes totalmente diferentes dos quais eu achei que teria.

— Viajem no tempo?

— Não, esse é o curioso. Electra controla a eletricidade, assim como Violeta Vaychard.

Jack sentou-se e encarou o rosto de Mary, a garota permanecia centrada no diário.

— Então como ela viaja no tempo?

— Nessa parte ainda não cheguei. — a loira suspirou e folheou o diário — Acho que Guinevere teve algo a ver com isso, elas parecem bastante próximas. — Mary fechou o diário — Amanhã talvez eu descubra, mas agora... — bocejou — Estou morta.

Jack concordou com a cabeça e olhou mais uma vez para o céu, amanhã seria mais um dia como este fora, seria mesmo melhor seguir o exemplo de Trevor e ir dormir.

Deitado no seu canto leste da fogueira, sentiu os olhos pesarem. O crepitar das chamas foi a última coisa que ouviu, e então dormiu.

Continua depois da publicidade
Você encontrou um final alternativo!
Jogue novamente pare ler os outros finais 😀

Cena 31

Continua depois da publicidade
Gostou do capítulo?

Continua no próximo capítulo

Olá leitor! Chegaste ao final, certamente.
Peço perdão por qualquer erro de ortografia, esse capítulo teve várias cenas (inclusive de escolhas), e as vezes um erro passou despercebido.
E sim, eu sei que demorei para postar, mas a escola não me deixou muito tempo livre.

Mas chega de falar de mim, como estão? Gostaram deste capítulo? Se sim por favor não se esqueça de deixar o coração e comentar, isso me motiva muito a continuar. (a típica frase clichê da mendigagem, né?)
Então, falem-me: escolheram o teletransporte ou a floresta? Alguma nova teoria? Contem-me tudo!

E acho que é aqui a minha deixa.
Até mais queridos leitores, e até breve.

- Tulipa Rubi 🦋
Não perca o próximo capítulo!

Tulipa Rubi 🦋 ainda não publicou o próximo capítulo.


Adicione à sua biblioteca para ser notificado(a) de novas publicações!

Anterior
O que você achou deste capítulo?
𝑉𝑖𝑣𝑖𝑎𝑛🍜

𝑉𝑖𝑣𝑖𝑎𝑛🍜 💜💜💜💜💜💜💜💜💜

18h 3 ResponderMais
RS Ball

RS Ball "Vai ficar observando as estrelas até uma falar com vc?" kkkkkk Muito Bom!!

4h 2 ResponderMais
Júlia Malfoy

Júlia Malfoy Eu acho que Dean era um "Campista" de Liblanck. Não sei pq mas tenho essa sensação.

1d 2 ResponderMais
°Sr.mostarda°~

°Sr.mostarda°~ Eu...não sei oque comentar 🤡 Só tô tipo chocada com esse acampamento que nois tá indo, como que algo do tipo existe vey? O Dean vai nus da uma facada nas costa mano tenho certeza 🙂 mais mesmo assim nois é troxa 😔🙌🏼💓

19h 2 ResponderMais
ѕєяgιинο🏳️‍🌈

ѕєяgιинο🏳️‍🌈 Capítulo maravilhoso 💗💗💗💗💗

O Dean sabe muita coisa sobre Liblank, até parece que ele já esteve lá antes de ir pra Kenuet ou pro acampamento Quenay de onde ele veio(eu acho).

Nossa, Collister! Muito bem, meus parabéns! Você é um gênio! Sair interrogando os campistas e fazer com que o espião avise Aluen que estão a procura dele realmente é uma jogada de mestre!

Eu shippo Trevor e Mary mas não sei se quero que esse casal aconteça pq tmb shippo ele com Jack e ainda shippo Jack e Dean 🤡🤡🤡🤡

1d 1 ResponderMais
Slkkk❄️ #RNC

Slkkk❄️ #RNC ❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️🤧🤧

18h 1 ResponderMais
Slkkk❄️ #RNC

Slkkk❄️ #RNC Mds, eu preciso de maiiissss...

18h 1 ResponderMais

WebFic

Entre no WebFic para ler & interagir com suas webfics favoritas!

Cancelar
Cancelar