Amores Verdadeiros
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Amores Verdadeiros Capítulo 14

M̲emorial Day

Publicado em 14/05/2022

"Os vivos são cansativos."

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Cena 1

Mãe: Você tem 10 minutos. (Olhei para ela e tirei o avental coberto de tinta as peças.)
- O que? Por que? (Botei meus pincéis no pote de água e fui até a pia para lavar a mão. Finalizei meu terceiro quadro esse mês.)
Mãe: Eu estou mandando você se arrumar tem 40 minutos. E você fala "tá bom, estou indo." Ou "espere mais um pouco, já vou." Temos um horário, Mabel. Se arrume em 10 minutos ou eu entro no seu quarto e te tiro de lá do jeito que estiver. (Fiz uma careta e soltei meu cabelo. Agradeci por lavar antes de ir a escola então ele está perfeito. As ondas castanhas estão volumosas e anduladas, ele cresceu bastante de um tempo para cá, está no final da minha cintura, quase chegando na bunda. E está muito brilhoso.)
- Ai, tá bom. (Ela saiu da minha sala de pintura e eu também. Tranquei a porta e corri para o meu quarto.)

Lavei o rosto, passei protetor solar, botei outra roupa por cima da lingerie preta de renda e florzinha e calcei uma sapatilha confortável.

Peguei minha bolsa de ombro alça preta onde só tinha um gloss, celular, espelho, cartão, dinheiro, absorvente, fone, carregador portátil e desci as escadas correndo. Minha mãe começará a subi-las agora.

Mãe: Já ia te puxar pelos cabelos. (Dei um sorriso e saímos de casa. Minha mãe foi pegar o carro na garagem e eu vi os meninos e as mulheres reunidos na frente da casa de Otávio. Corri até lá sem olhar para os lados e um carro buzinou para mim.)

Botei a mão no coração sentindo o acelerado e os olhos de Otávio estavam arregalados. Me aproximei e ele agarrou minha cintura.

Otávio: Ficou louca? Você quase foi atropelada. (Dei um sorriso para disfarçar e beijei seus lábios rapidamente.)
- Desculpe.
Otávio: O que nós conversamos sobre seus pedidos de desculpas?
- Tem razão. (Mordi o lábio para evitar pedir desculpas novamente por pedir desculpas, é eu estou nesse nível. Ouvi uma buzina e todos olhamos para o carro da minha mãe, pronto para pisar no acelerador.)
Aulden: Vamos logo, quero arrasar hoje a noite. (Pegou na mão de Mor e Fernanda. A loira pegou na mão de Eliza e Eliza arrastou Jade com elas. O trenzinho da alegria saiu rindo e saltitando.)
- Eu vou indo antes que elas me puxem pelos cabelos. (Dei um sorriso e os meninos me aconselharam a fazer exatamente isso. Dei um beijo rápido nos lábios de Otávio e depois abracei meu pai.)
Blake: Eu ainda não me acostumei com isso. (Susurrou para Otávio que deu um soco em alguma parte do seu corpo.)
- Você já foi ver se está tudo pronto? (Me afastei do meu pai.)
Pai: Vou ver na assim que a gente sair daqui. (Inclinei a cabeça para o lado e arregalei levemente os olhos.)
- Pai...
Pai: Eu sei, ela vai me matar.
- Ela vai te matar se você não for ver agora que já está quase tudo em ordem. E aí sim mamãe terá motivos para tal coisa. (Ele fez uma careta.) Sabe, eu não gostaria de ficar sem um pai nessa etapa da vida. (Acariciei seu braço e ele riu.)
Pai: Sua mãe me ama, nunca faria nada contra mim. (Mordi o lábio inferior e dei um sorriso sacada.)
- Tem certeza? (Me afastei dele e bati contra o peito de Otávio.) Se eu fosse você não contava com isso. (O loiro beijou minha clavícula e eu beijei as costas de sua mão. Minha mãe buzinou e eu me afastei deles.)
Pai: Espera, Mabel, o que você quis dizer com isso? (Dei meu sorriso mais sacana e de que sei algo que ele não sabe e os dei as costas, correndo até o carro de Esther Lablanc.) Mabel, o que você quis dizer com isso?! (Abri a porta do carro e entrei.) Mabel, voltei aqui! (Fechei a porta rindo e coloquei o cinto. Minha mãe acelerou e em alguns minutos estávamos no shopping.)

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Cena 2

Durante o ano todo, somente quatro eventos me deixam tão animada quanto final das aulas.

Memorial Day, que é o dia do fim da escravidão nos EUA. Mas para a nossa família não é somente isso, é quando meus pais organizam um evento para arrecadar dinheiro para três orfanatos.

Dia de Ação de Graças, quando toda a família se reúne inclusive os meus avós, para passarmos o dia juntos agradecendo e no dia anterior, meus pais levantam outro evento para arrecadar dinheiro para dois Asilos e um Hospital Psiquiátrico.

Natal, quando novamente a família toda se reúne, inclusive as primas e tia da minha mãe. E novamente, um dia antes do Natal, temos outro evento para arrecadar dinheiro, –leilão– mas dessa vez, é para os animais de rua.

Meus pais pagam pessoas para resgatar cachorros, gatos e dentre outros animais de rua e os coloca em Abrigos Para Animais. Eles ajudam cinco, e um desses cinco foram eles que fizeram a fundação. Essa é a minha parte favorita.

Participar das doações de animais e arrecadar dinheiro para resgatar mais deles. Isso faz meu coração se apertar de tanto amor por aqueles animaizinhos.

Mas enfim, hoje vamos arrecada dinheiro para os Orfanatos, e isso sempre me anima, então automaticamente, fiquei animada quando cortei as pontas do cabelo em V, fiz as unhas das mãos e pés, depilação a cera –não– e principalmente quando fui pegar a roupa que eu e minha mãe pedimos para fazer.

Eu desenhei nossas roupas, desenhei o meu vestido do jeito que queria e o da minha mãe ela me falou como queria enquanto eu trabalhava com o lápis. No segundo rascunho ficou exatamente do jeitinho que ela pediu.

Trouxemos a costureira no começo do mês para que ela tivesse tempo de sobra para fazê-los.

- Meu Deus, estão divinos! (Olhei para o vestido e ele estava mais bonito ainda do que no papel.)
Costureira: O seu desenho ajudou muito, tem um grande talento, garota.

Agradecemos e pagamos.

Compramos nossos sapatos e depois fomos ajudar as meninas a escolherem suas roupas e sapatos. Demoramos 4horas no shopping.

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Cena 3

Imagem da cena

Aulden: Fique quieta, gazela! (Olhei para ela indignada.)
- Vocé está quase rancando meu olho fora com esse troço! (Ela bufou irritada.)
Aulden: Feche os olhos, Mabel. (Falou rudemente.)
Morana: Aulden. (Reeprendeu.) Olha o jeito como você fala com nossa garota! (Gritou do banheiro e eu dei um sorriso vitorioso. Aulden imitou Mor sem fazer som e eu fechei os olhos.)

Ela terminou de aplicar o cílio postiço e só então pude respirar novamente. Abri os olhos e me olhei no espelho.

Nossa!

- Aulden, ficou lindo!
Aulden: Lindo? Isso aqui está mais do que lindo! Merecia até um quadro do Vicente Van Gogh! (Olhei feio para ela e a loira deu um sorriso sapeca.) Desculpe. (Balancei a cabeça e voltei a olhar meu reflexo.)

Aulden está certa, eu estou muito mais do linda.
Nunca gostei de passar muitas coisas no rosto, mas isso aqui eu faria todo dia se fosse ter esse resultado.

A maquiagem está leve e delicada, nada pesado e do jeito que eu gosto. A sombra é rosinha com glitter, e tem um delineado preto bem elaborado junto da sombra. O cílio postiço não é nada extravagante, ele entra em contraste com a maquiagem perfeitamente, assim como minhas sobrancelhas recém feitas hoje a henna.

Aulden iluminou meu rosto com iluminador nas maças e na boca acrescentou um batom nude perfeito para fazer par com a sombra. Acho que nunca estive tão bonita.

Aulden: Chega de admirar sua beleza, né querida? Vamos nos atrasar se você não for se vestir agora. (Dei um sorriso e concordei, me levantei da cadeira da pentiadeira e a beijei na bochecha.)

Entrei no closet peguei meu vestido do cabide.
O coloquei e pronto, eu estava que nem uma princesa.

Calcei meu salto, nada confortável mas tolerável. Passei perfume atrás da orelha, nuca e pulso. Ajeitei meu cabelo feito no salão olhando para o espelho e coloquei um brinco e continuei com o cordão de borboleta que Blake me deu no meu aniversário.

Peguei meu casaco e minha bolsa. Quando sai do closet Aulden colocava brincos na orelha e Mor pegava sua bolsa, já pronta.

As dei um sorriso e saímos do quarto.

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Cena 4

Imagem da cena

Quando terminei de descer a escada a porta foi aberta e Otávio entrou, aparecendo na sala.

Dei um pequeno sorriso para ele enquanto ouvia o pessoal se juntar para decidir quem ia ser de tal grupo em tão carro.

O loiro me olhou de cima abaixo, e eu também o olhei. Ele tinha um buque de flores na mão, Tulipa Gesneriana Rosa, a minha favorita número um.

Um fio de cabelo estava solto na sua testa, ele os ajeitou, passando a mão em câmera lenta enquanto ainda olhava para cada parte do meu corpo.

Espera, eu disse loiro? Eu quis dizer moreno! Ele pintou o cabelo! Meu Deus, não acredito... Ele está ainda mais gostoso. Como diabos é possível esse homem conseguir ficar mais bonito ainda do que antes?

E ainda assim parecer um badboy usando um terno rosa? Sim, ele está usando um terno rosa! Um pouco mais escuro do que o meu vestido. Pelo visto alguém dedurou qual seria a cor da minha roupa para ele, isso aqui não foi por um acaso.

Ele não usava gravata, por baixo no terno rosa só tinha uma blusa social branca com os dois primeiros botões abertos, deixando amostra o colar que eu te dei, a metade de um quebra cabeça. Por um momento senti remorso por tirar o meu, ele nunca tira o seu.

Otávio: São pra você. (Dei um sorriso para ele enquanto ainda olhava seu cabelo e me aproximava dele lentamente, já que parecia que o mesmo tinha criado raízes no chão.) Tulipa Gesneriana, sua favorita. (Não conti a felicidade em meu olhar quando o olhei enquanto pegava as flores que ele estenderá para mim. Permiti que ele visse o quando esse gesto pequeno significa para mim através do meu olhar.)
- Obrigada, O. (Sorri enquanto aproximava o buque do meu rosto. Fechei os olhos e inspirei o cheiro. Eu amo essa flor, e Otávio ter me dado só ganhou mais significado.) Muito obrigada, eu amei. (Me aproximei mais dele até que não tivesse mais espaço entre nossos corpos.)
Otávio: Eu sei, você deixa todo o seu amor transparecer através do seu olhar. (Era exatamente isso que eu queria, meu amor. Dei um sorriso bobo para ele e puxei delicadamente seu terno.)

Seu rosto se aproximou mais do meu e eu o beijei. Ele estava com gosto de chocolate. Meu Deus, como era bom poder beijá-lo na frente de todos.

Nós contamos para todos os nossos conhecidos importantes aos poucos, e outros nem foi preciso. Tipo meus avós, antes que pudéssemos contar a notícia já tinha chegado a eles.

Não foi surpresa para ninguém que estávamos nos envolvendo, eles disseram que estava na cara o quanto a gente se gostava, muito mais do que amigos e que logo iriamos nos tornar um casal. Bom, não foi mentira.

Quando nos separamos, Otávio estava com os olhos brilhando quando sorriu travesso e me olhou novamente de cima abaixo, para depois, me olhar bem nos olhos ao começar a falar.

Otávio: Já comentei o quão horrorosa você está hoje? (Meu coração disparou. Eu já li sobre isso antes. Eu sei muito bem de onde ele tirou essa referência. Cumprimi os lábios ao me lembrar do resto do parágrafo. "O calor das palavras transformando a pergunta similar a um elogio.")
- Não. ("Respondo, feliz por estar irritada com o presente outra vez.") Por favor, me conte.
Otávio: Não posso. (Dei um sorriso de orelha a orelha. Circulei meu braço em volta do seu pescoço, com cuidado para não machucar as flores.)
- Nunca recebi um elogio melhor do que esse, você já me ganhou, Otávio Annenberg. (Seu sorriso era tão contagiante quanto o meu. Tenho certeza que ele ficou pensando por dias se deveria me dizer isso. Mas de fato, um elogio nunca me deixou tão encantada quanto esse. Ele não poderia fazer uma referência melhor que não ao meu casal favorito.) Aceito namorar, casar, morar, e mais o que você desejar a partir de agora. (Ele jogou a cabeça para trás e riu. Uma risada gostosa.)
Otávio: Isso é tentador. (Roçou nossos lábios e me encarou bem nos olhos.) Mas só um pouco de aventura hoje no banheiro da festa está de bom agrado. (Sussurrou e imediatamente senti meu rosto pegar fogo. Mordi o lábio inferior constrangida, ele sempre consegue me fazer ficar com vergonha. E isso o diverte. Detesto ele por isso.) Eu amo que mesmo que eu diga 10 sacanagens por dia você sempre vai corar para mim da mesma forma. (Antes que eu respondesse ele me beijou, com vontade e desejo. Tanto, tanto desejo...)

Acho que ele não estava brincando quando disse da sacanagem no banheiro.
Acho que hoje tem, e se ele quiser, eu também quero.

- Você está tão maravilhosamente maravilhoso com esse cabelo. (Susurrei contra a sua boca. O vi engolir em seco e me olhar nos olhos. Suas pupilas estavam extremamente dilatadas.) Assim, se tornará a ruína da minha existência. (Ele sorriu contra a minha boca. Ele ama Bridgerton, sua série favorita. E uma referência dessa...)
Otávio: Obrigado. (Me deu um beijo.) Nunca recebi um elogio melhor do que esse, você já me ganhou, Mabel. (Repetiu minha fala de mais cedo e eu sorri.) Sou todo seu.
- Só meu? (Puxei novamente seu terno, colando mais nosso corpos. Ele intensificou o aperto na minha cintura.)
Otávio: Só seu. (Colou nossos lábios e antes que pudéssemos invadir a boca um do outro alguém pigarreou.)
Ethan: Ok, pombinhos. Já chega, já separamos os grupos. (Olhamos assustados para ele, esqueci por um momento que não estávamos sozinhos. Pelo menos o pessoal estava muito focado na briga de Aulden e Blake para olhar para a gente.)

Mor se intrometeu e os mandou calar a boca, eles a olharam e quando abriram a boca para continuar a discussão ela pigarreou e apontou para a porta, enquanto olhava para Aulden.

A loira fez uma careta e saiu porta a fora. Eu e Otávio rimos e saímos de mãos dadas. Fomos em carros separados.

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Cena 5

Imagem da cena

A decoração estava linda, como sempre. Minha mãe sempre arrasa. E isso me faz pensar se vou mandar tão bem quanto ela quando for minha vez de preparar eventos para a caridade.

Tinha dois andares. No de cima tinha algumas pessoas conversando, e uma mesa com petiscos leves.

Em baixo tinha mesas e uma pista de dança. No lado direito do salão tinha um telão amostrando o quanto já tínhamos arrecadado. 21 milhões. Na última vez conseguimos arrecadar 65milhões. Dessa vez temos que conseguir arrecadar o triplo.

Eu e minha família descemos as escadas primeiro. A família Annenberg desceu atrás da gente. E a família Oliveira atrás da Annenberg, com Jade acompanhando eles.

Meus pais logo foram cercados por vários conhecidos e outros nem tanto. Muitos aqui aparecem em todos os seus eventos beneficentes, mas tem muitos que são sua primeira vez aqui.

Alguns conhecidos dos meus pais cercaram a mim e meu irmão, nos enchendo de críticas e elogios. Perguntas e perguntas. Eu adoro ajudar os menos favoritados, mas a parte que eu mais odeio é ter que suportar por horas pessoas que tentam cheretar minha vida.

Alguém agarrou minha cintura e deu uma desculpa que precisava me roubar por alguns minutos. Peguei na mão de Ethan e o arrastei comigo, ele também odeia essa parte da festa.

Quando nos afastamos do alvoroço e pude focar totalmente no espaço a minha volta, fiquei encantada, como sempre.

Ao longe tinha um homem tocando piano. E ao lado do homem que tocava, um homem descansava com um violino nas mãos. Meus corpo se incendiou.

Uma coisa que minha mãe ama é música, instrumentos. E ela quis que eu gostasse tanto quanto ela, e gosto. Sei tocar vários instrumentos, assim como ela. E cantar, assim como ela. Mas não tão bem quanto ela.

Mas de todos os instrumentos que aprendi a tocar, violino e piano me encantaram mais do que qualquer outro.

Otávio: Você precisa tocar algo hoje. (Desviei meu olhar do violino e olhei para o loiro. Ops, moreno.) Tipo, os dois instrumentos. (Olhei para ele.) E sua mãe tem que cantar. (Ele botou a mão no peito e sorriu.) Meu Deus, fico ansioso só de imaginar essa dupla perfeita. (Balancei a cabeça, sorrindo.)
Morana: Eu concordo. (Dei um pulo. Me esqueci completamente que a família de Aulden e Mor estavam aqui.)
- Prometo pensar. (Ethan tossiu e botou uma taça agora vazia na bandeja do garçom que passava.)
Ethan: Se me dão licença, senhoras e senhores. (Senhores? Porque o usar S se só tem um... Ah. Blake também está aqui, me esqueci disso.)

Quando pisquei, Ethan estava longe e indo se juntar a um grupo de adolescentes. Devem ser seus amigos. 3 garotos e 1 garota. Ela parecia a princesinha do grupo, pois um dos garotos seguravam sua bolsa, o outro lhe estendeu um petisco e o outro lhe estendeu uma taça.

É, realmente é a princesa do grupo.

Aulden: Vocês querem falar mal da roupa das pessoas, comer ou dançar primeiro? (Alguém me fez sentar na cadeira da mesa. Acho que estava em um transe pois não estamos mais no mesmo lugar que antes.)
Blake: Eu quero beber algo e então começar a falar da roupa das pessoas. (Aulden sorriu alegremente, como se estivesse feliz por tecnicamente escolhermos essa opção primeiro.)
Aulden: Ótimo! (Ela levantou a mão e chamou algum garçom.)
Otávio: Vocês não se cansam de fofocar?
Aulden: Você se cansa? (Ele sorriu sapeca.)
Otávio: Não.
Aulden: Então pron...
Morana: Gente! (Mor se aproximou afobada, sorrindo e com falta de ar. Ela correu.)
Blake: O que foi, doida?
Morana: Vocês não vão acreditar no que eu descobri.
- Já foi rondar por aí para ouvir a conversa dos outros, Mor? (Era ela quem fazia o trabalho sujo. Se envolvia em alguma conversa para descobrir coisas ou ouvia conversas para descobrir coisas.)
Morana: Não reclame, eu tive a oportunidade e então aproveitei. (Sorriu.)
Blake: Fala logo, tô curioso. (Otávio sorriu para o amigo.)
Otávio: Bando de fofoqueiro.
Morana: Você também adoro uma fofoca, seu cínico. (Otávio deu língua pra ela e ela o ignorou.) Não tem a família Miller? (Todos concordaram.)

A família Miller não é muito agradável, mas sempre ajudou nos eventos da caridade. Tem um boato que circula por aí que na verdade, o pai do Sr.Miller, não teve infarto coisa nenhuma. Dizem que alguém da família o dopou para que ele se fosse mais cedo, para que a erança passasse logo para o filho junto da empresa.

Dentre vários outros boatos que nem faço questão de guardar na memória.

Morana: Eu ouvi a melhor amiga da Sra.Miller, a Sra.Moore, dizendo para a Sra.White, que o Sr.Miller a traiu com a vaca da Jessy. E a Sra.Miller traiu o marido com o Steven. Os dois se descobriram e discutiram. Chegaram a conclusão de que não se amavam mais como antes, e que como nem um e nem outro queria se separar por ser muita burocracia, ambos concordaram em ter um relacionamento aberto, as escondidas da sociedade pra não gerar mais boatos sobre eles.
Blake: Não creio! (Sua boca estava escancarada.)
Otávio: Mas gente, eles pareciam se amar tanto... (Olhamos para o casal a metros de nós. O Sr.Miller abraçava a esposa por trás e as vezes dava beijo em seu pescoço, ambos conversavam com outro casal.)
- É meu querido, as aparências enganam. (Todos suspiraram concordando.)
Morana: E a Charlie está com suspeita de gravidez, e talvez o pai seja seu meio irmão, Theodor. (Minha boca se entre abriu.)
- Ela tem 15 anos, e ele 18! (Otávio me deu um tapinha no ombro, como consolo.)
Aulden: É esse o mundo em que vivemos, minha querida amiga. É esse o mundo em que vivemos.

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*Pʀɪɴᴄᴇss Mɪʜ √

*Pʀɪɴᴄᴇss Mɪʜ √ A Morana definitivamente sou eukkkkkk

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Raquelsay

Raquelsay Parece até eu e os meus amigos quando descobrimos uma fofoca chocante (temos até grupo no insta e no wpp kkkk)

1d 1 ResponderMais
Raquelsay

Raquelsay KKKKKKKAMEI

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